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A terça-feira terá períodos de sol nesta terça-feira, mas entre muitas nuvens no céu do Rio Grande do Sul. As aberturas na nebulosidade são mais frequentes na Metade Leste, mas no Oeste a instabilidade predomina e chove desde cedo. Durante o dia, contudo, a chuva se espalha pela maioria das regiões.
Há risco de pancadas intensas isoladas na Metade Oeste. Na quarta-feira, baixa pressão traz chuva forte mais generalizada. O vento sopra com rajadas no Leste e será ainda mais forte no Sul gaúcho, na quarta.
As temperaturas seguem amenas nesta terça e com sensação de frio durante a manhã em pontos mais altos e da Fronteira. A mínima pode chegar a 8°C em São José dos Ausentes. As máximas superam os 25°C em alguns pontos, mas sem gerar abafamento mais intenso. Em Porto Alegre, as temperaturas variam entre 16°C e 26°C.
A instabilidade que aumenta na quarta ainda se faz presente na quinta-feira. Inclusive em Porto Alegre podem ocorrer episódios de chuva mais intensa, ainda que localizada. Na sexta, o tempo melhora e as temperaturas seguem amenas. O fim de semana terá predomínio de sol.
Chuva em Petrópolis
A chuva que atingiu Petrópolis entre domingo e segunda-feira foi, conforme a MetSul Meteorologia, absurda. Houve locais em que caíram 100 mm, o que mergulharia qualquer grande cidade no caos, mas em alguns pontos a chuva ficou perto de 500 mm. Estação do Inea de Quitandinha, em Petrópolis, indicou 459 mm em 24 horas até as 15h da segunda-feira.
Os extremos e a grande variabilidade da chuva no município se explicam pelo relevo (orografia) de montanhas em que o ar úmido do mar avança para terra, encontra a barreira da Serra, resfria-se e se converte em dilúvio. Os 459 mm anotados em 24 horas representam um terço da média de chuva do ano todo em Porto Alegre (1347 mm).
Equivalem a 74% dos 619,4 mm registrados em Porto Alegre entre 10 de abril e 14 de maio de 1941, na grande enchente. É mais que o maior registro de chuva no furacão Katrina nos Estados Unidos, de 414,7 mm em Perrine (Florida).
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