|
As exportações gaúchas recuaram 8,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2012, e somaram US$ 1,08 bilhão. Esse desempenho negativo foi puxado pelos embarques industriais, que caíram 13% e responderam por 83,36% das vendas externas do Estado. “A queda esteve concentrada sobre o segmento industrial, refletindo os entraves à competitividade. Para o restante do ano, espera-se um cenário mais propício para o comércio exterior, a partir da redução da incerteza sobre as questões fiscais nos Estados Unidos e de condições mais favoráveis para a entrada de produtos na Argentina”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller.
De um total de 25 segmentos da indústria, 11 apresentaram redução no valor exportado em fevereiro, ante o mesmo período de 2012. Quatro deles foram determinantes no resultado negativo do mês devido à elevada participação na pauta industrial do Estado (53,1%): Máquinas e Equipamentos (-25,7%), Tabaco (-24,8%), Produtos Alimentícios (-19,1%) e Produtos Químicos (-18,1%). No sentido oposto, destacaram-se positivamente os Produtos de Metal (40,6%), Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (20%) e Couro e Calçados (14,3%).
Nessa base de comparação, as exportações de commodities do Estado tiveram elevação de 22,6% e atingiram US$ 163 milhões, valor recorde para o mês de fevereiro. O crescimento significativo decorre em parte da baixa base de comparação, que se encontrava deprimida em 2012 devido à forte seca.
No que se refere aos destinos das exportações, os tradicionais países compradores reduziram seus pedidos. A Argentina ficou com a primeira colocação, apesar da retração de 6%, recebendo basicamente veículos automotores, e os Estados Unidos com a segunda (-28%), ao comprar tabaco não manufaturado.
Já importações do Rio Grande do Sul cresceram 52,1%, totalizando US$ 1,65 bilhão. Foi a terceira elevação consecutiva, o que sugere um aquecimento da atividade econômica nos próximos meses. Grande parte do aumento está associada às compras de Combustíveis e Lubrificantes (63,2%), Bens Intermediários (43,3%) e Bem de Capital (87,9%).
Fonte: Rádio Guaíba
|