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Subiu na tarde desta terça-feira para 24 o número de mortos vítimas de deslizamentos e desmoronamentos em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec), a cidade tem 21 pontos de escorregamentos e alagamentos.
Um total de 250 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham para resgatar as vítimas. Segundo a Sedec, os corpos foram encontrados em seis bairros (cinco no Quitandinha, pelo menos três deles de crianças; um em Doutor Thouzet; dois em Alagoas; um em Lagoinha, quatro no Bingen e cinco em Independência). Duas pessoas morreram em hospitais. A secretaria não divulgou em que locais foram resgatados os últimos quatro corpos localizados nesta tarde.
A prefeitura não descarta decretar estado de emergência no município, atingido por fortes chuvas nos últimos dias. O prefeito Rubens Bomtempo disse que a situação será analisada durante uma reunião ainda hoje com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra.
"Essa é uma decisão que é tomada por mim, quem faz o decreto sou eu, de comum acordo com as defesas civil estadual e nacional", disse. Bomtempo. "A situação é de emergência, é grave, mas está sob controle, temos que ter responsabilidade para tomar decisões, com base nos dados", completou. A reunião com o ministro está prevista para o ínicio da tarde, na sede da prefeitura. O coronel Sérgio Simões, secretário Estadual de Defesa Civil do Rio, também participará.
Com cerca de 500 pessoas que tiveram de deixar suas casas e estão em 18 abrigos da prefeitura, as buscas por desaparecidos continuam no bairro Quitandinha, o mais atingido.
O dia é de limpeza e as aulas continuam suspensas até esta quarta-feira. Há pontos de quedas de barreira e muita lama por toda a cidade. No centro histórico, comerciantes abriram as portas e começaram a contabilizar o prejuízo com a perda de mercadorias. Em algumas lojas, o nível da água chegou a 1,5 metro.
Com informações da Agência Brasil
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