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19/03/2013 23:05 - Atualizado em 19/03/2013 23:32

Maduro diz que EUA promovem boicote às eleições na Venezuela

Presidente interino afirma que "falcões loucos" querem sabotar o processo eleitoral

Presidente interino afirma que ´´falcões loucos´´ querem sabotar o processo eleitoral<br /><b>Crédito: </b> AFP / CP
Presidente interino afirma que ´´falcões loucos´´ querem sabotar o processo eleitoral
Crédito: AFP / CP
Presidente interino afirma que ´´falcões loucos´´ querem sabotar o processo eleitoral
Crédito: AFP / CP

O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta terça-feira que setores do governo dos Estados Unidos ordenaram à oposição que boicote as eleições presidenciais de 14 de abril, nas quais enfrentará o líder opositor Henrique Capriles. "Estes falcões loucos têm planos contra nosso país e estão ordenando à direita venezuelana a se retirar para não sofrer uma derrota esmagadora, como vai ocorrer, ou sabotar o processo eleitoral", afirmou Maduro em sua conta no Twitter, citando o "Pentágono, a CIA e o departamento de Estado" americano. Segundo ele, tais organismos detêm "o poder verdadeiro" nos Estados Unidos.

Maduro pediu ao presidente Barack Obama que "faça algo para deter estes falcões loucos" que "estão impondo sua política contra a Venezuela". Mais cedo, o presidente interino advertiu os "chavistas" que fiquem "alertas" para qualquer cenário. Maduro fez tais acusações reagindo a um editorial do jornal El Nacional, que nesta terça-feira chamou de "Dona Mentira" a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, e considerou o órgão um "apêndice do Executivo".

"Este editorial é a prova de nossa denúncia. Nós a repudiamos", escreveu em um outro tuíte o presidente interino, que assumiu o cargo após a morte de Hugo Chávez no dia 5 de março, vítima de um câncer. Lucena defendeu no domingo a "solidez e a integridade" do sistema eleitoral da Venezuela, ao responder à subsecretária americana para a América Latina, Roberta Jacobson, que pediu "eleições abertas, justas e transparentes".


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Fonte: AFP






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