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21/03/2013 10:34 - Atualizado em 21/03/2013 10:50

"Papa não foi cúmplice da ditadura", diz Nobel argentino

Adolfo Pérez Esquivel, militante dos direitos humanos, negou polêmica sobre o então cardeal Jorge Mario Bergoglio

Nobel da Paz argentino Adolfo Pérez Esquivel negou que Papa Francisco tenha sido conivente com a ditadura na Argentina<br /><b>Crédito: </b> Vincenzo Pinto / AFP / CP
Nobel da Paz argentino Adolfo Pérez Esquivel negou que Papa Francisco tenha sido conivente com a ditadura na Argentina
Crédito: Vincenzo Pinto / AFP / CP
Nobel da Paz argentino Adolfo Pérez Esquivel negou que Papa Francisco tenha sido conivente com a ditadura na Argentina
Crédito: Vincenzo Pinto / AFP / CP

O Papa Francisco não foi cúmplice da ditadura argentina (1976-1983), assegurou nesta quinta-feira, em Roma, o compatriota dele Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz e renomado militante dos direitos humanos. "O Papa não teve nada a ver com a ditadura. Não foi cúmplice da ditadura, não colaborou com ela. Preferiu uma diplomacia silenciosa", afirmou Pérez Esquivel em coletiva de imprensa. Ele e o pontífice se reuniram no Vaticano.

Logo após o conclave que o elegeu o sucessor de Bento XVI, organizações de direitos humanos da Argentina divulgaram informações de que o novo Papa invocou o direito, existente na legislação do país, de se recusar a depor em tribunais que julgavam torturas e assassinatos cometidos durante o período da ditadura argentina.

Por outro lado, na ocasião, o jornal argentino Clarín informou que o pontífice, ainda como cardeal Jorge Mario Bergoglio, assumiu riscos para salvar os que lutavam contra a ditadura.  O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, negou que o Papa Francisco tenha sido omisso ou conivente com a ditadura na Argentina. O Vaticano também divulgou um comunicado oficial, através do porta-voz padre Federico Lombardi, desmentindo os rumores.


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Fonte: AFP






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