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21/03/2013 13:52 - Atualizado em 21/03/2013 14:11

Presidente da Câmara vê situação "insustentável" para Feliciano na CDH

Escolha do deputado gerou revolta de grupos ligados a direitos dos negros e de homossexuais

Escolha do deputado gerou revolta de grupos ligados a direitos dos negros e de homossexuais <br /><b>Crédito: </b> Alexandra Martins / Câmara dos Deputados / CP
Escolha do deputado gerou revolta de grupos ligados a direitos dos negros e de homossexuais
Crédito: Alexandra Martins / Câmara dos Deputados / CP
Escolha do deputado gerou revolta de grupos ligados a direitos dos negros e de homossexuais
Crédito: Alexandra Martins / Câmara dos Deputados / CP

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), classificou na manhã desta quinta-feira como "insustentável" a situação da Comissão de Direitos Humanos (CDH), que está em guerra desde a eleição do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) como presidente. Alves prometeu uma solução para o caso. "Do jeito que está se tornou insustentável a situação. Eu asseguro que será resolvida até terça-feira da semana que vem", afirmou Alves.

O deputado disse que o clima de "radicalização" não pode ser aceito na Casa e assumiu a responsabilidade por encontrar uma saída para o impasse. "Agora passou a ser também responsabilidade do presidente da Câmara dos Deputados", sintetizou.

A escolha de Feliciano para a CDH gerou a revolta de grupos ligados a direitos dos negros e de homossexuais devido às declarações dele em redes sociais sobre o tema. Um vídeo publicado por um assessor com ataques a adversários e rituais africanos nessa semana aumentou ainda mais a pressão pela renúncia. O pastor, porém, resiste e seus aliados argumentam que uma saída significaria uma concessão ao grupo rival.

O líder do PSC, deputado André Moura (SE), pediu para que Feliciano reavalie a permanência. Embora tenha dito que não pediu que o pastor renunciasse, Moura afirmou que o partido está preocupado, porque as manifestações, tanto contrárias quanto de apoio, estão impedindo os trabalhos da CDH. “Ele está eleito como presidente e só cabe a ele essa decisão. Mas ele se comprometeu a refletir sobre o assunto, e a bancada está confiante de que ele tomará a melhor decisão.”

Feliciano reafirmou nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Estadão, que não vai renunciar "de maneira alguma". Tentou minimizar os protestos dos quais tem sido alvo e as acusações de atitudes homofóbicas e intolerantes. Garantiu representar "mais de 50 milhões de evangélicos diretamente, mais um sem-número de pessoas e de famílias que têm a mesma visão que eu".

Na quarta-feira, Feliciano foi alvo de manifestantes dentro da CDH e deixou o local após oito minutos de sessão. Ele minimizou a presença dos ativistas, a quem definiu como "vinte e poucas pessoas gritando, promovendo bagunça, dizendo que estavam ali para tumultuar" e afirmou que "isso não vai acontecer mais". O deputado disse que é "praxe" o presidente se retirar em sessões que promovem audiências públicas e afirmou que a imprensa foi "sensacionalista" ao divulgar o fato.

Estelionato

Em relação ao processo por estelionato a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) - ele teria recebido R$ 13 mil por um culto que não ministrou no Rio Grande do Sul - Feliciano afirmou já ter depositado em juízo o valor, com juros, e se disse vítima de uma tentativa de extorsão. "Eu adoeci, não pude ir. (..) Minha equipe ligou e eles disseram que iam remarcar o evento. Ficamos aguardando remarcar e o evento não foi remarcado. Quando tentamos entrar em contato, já haviam feito um processo gigantesco, quase uma extorsão, pedindo um milhão de reais", defendeu-se.

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Fonte: AE






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