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21/03/2013 14:16 - Atualizado em 21/03/2013 14:26

Obama diz acreditar na solução para Israel e Palestina

Presidente dos EUA faz visita importante aos Territórios Palestinos

O presidente dos EUA, Barack Obama, foi recebido pelo colega palestino, Mahmud Abbas<br /><b>Crédito: </b> Saul Loeb / AFP / CP
O presidente dos EUA, Barack Obama, foi recebido pelo colega palestino, Mahmud Abbas
Crédito: Saul Loeb / AFP / CP
O presidente dos EUA, Barack Obama, foi recebido pelo colega palestino, Mahmud Abbas
Crédito: Saul Loeb / AFP / CP

O presidente do Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira que a solução para Israel e a Palestina "continua a existir", durante um encontro com o líder palestino Mahmud Abbas. "Com base nas conversas que tive com o primeiro-ministro (israelense Benjamin) Netanyahu e com o presidente Abbas, acredito que a possibilidade de uma solução de dois estados continua a existir", declarou Obama durante uma entrevista coletiva à imprensa ao lado do presidente palestino.

Obama, que chegou pouco antes das 11h (6h horário de Brasília) à Muqata, sede da Presidência em Ramallah, foi recebido por Mahmud Abbas e por um grupo de lideranças palestinas, antes de participar de reuniões que duraram cerca de duas horas de meia. "Não consideramos a manutenção da colonização construtiva, adequada, ou que possibilite avançar a causa da paz", disse o presidente americano, indicando, entretanto, que a questão entre Israel e Palestina deve ser abordada em negociações de paz e não com o fim das construções, como exigem os palestinos.

Abbas afirmou que os palestinos estão "preparados para respeitar seus compromissos estipulados no processo de paz com o objetivo de chegar a uma solução de dois estados", mas reafirmou que a colonização é um obstáculo "catastrófico no caminho para a paz". Antes mesmo de deixar Ramallah, o conselheiro político do presidente palestino Nimr Hammad descartou "uma retomada das negociações sem o congelamento da colonização", indicando que Abbas havia informado a Obama a respeito disso durante suas conversas.

"Fim da ocupação"

O presidente americano é a liderança mais importante a visitar os Territórios Palestinos desde a obtenção por parte da Palestina do status de estado observador na ONU no dia 29 de novembro, ao qual os EUA se opuseram, reconheceu que "o povo palestino merece o fim da ocupação e das humilhações diárias" decorrentes dessa situação.

Enquanto isso, cerca de 150 manifestantes tentaram se aproximar do complexo presidencial, protegido por um grande esquema de segurança, para protestar contra a visita do democrata. No início da manhã, um grupo armado da Faixa de Gaza disparou dois foguetes que caíram em Sedrot, no sul de Israel, sem deixar feridos, segundo a polícia israelense. O Hamas garantiu que osdisparos não podiam ter sido efetuados por grupos de Gaza. "Não há relação alguma entre a resistência e esses foguetes, se essa informação tiver credibilidade, em particular levando-se em consideração o momento e seu alvo", afirmou em um comunicado o porta-voz do chefe do governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh.

O Exército de Israel anunciou o fechamento, até nova ordem, do único posto de passagem para mercadorias entre Israel e a Faixa de Gaza por causa dos disparos. Ismail Haniyeh indicou em um comunicado antes mesmo do discurso do presidente americano que "não espera qualquer avanço em consequência da visita de Obama". “Não consideramos a política americana um apoio para o fim da ocupação (...) assim como a legislação de ocupação e colonização tendo como lema a paz", diz o texto.

Barack Obama havia alertado que em sua viagem, a primeira de seu segundo mandato, iria "ouvir" e não lançar uma iniciativa de paz entre israelenses e palestinos. As negociações relançadas em setembro de 2010 foram paralisadas menos de um mês depois. A Faixa de Gaza, sob bloqueio israelense, não estava no programa de sua visita.

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Fonte: AFP






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