 Ontem, a polícia impediu que móveis fossem retirados da loja no bairro Floresta Crédito: Vinícius Roratto
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Ontem, a polícia impediu que móveis fossem retirados da loja no bairro Floresta
Crédito: Vinícius Roratto
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O administrador da empresa de móveis sob medida Portiere, Nicola Haddad Musella, será ouvido pela Polícia Civil nesta sexta-feira. Ele prestará esclarecimentos ao titular da Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor, Saúde e da Propriedade Intelectual, Imaterial, Industrial e afins (Decon), delegado Fernando Domingues Soares, sobre uma suposta fraude na empresa, que fechou as portas na semana passada sem entregar os produtos aos consumidores.
Uma das sócias, de 47 anos, já prestou depoimento na quarta-feira. Conforme Soares, ela declarou que não participava da administração da empresa e explicou que era responsável pela parte de planejamento e design de produtos. Outra sócia da Portiere também já foi ouvida, mas em Curitiba (PR), onde a empresa tinha uma filial.
Entenda o caso
A empresa Portiere tinha duas lojas em Porto Alegre – na Cristóvão Colombo e na Nilo Peçanha – além de filiais em Curitiba (PR) e em Fortaleza (CE). Os estabelecimentos foram fechados na semana passada e os clientes que compraram móveis não receberam os produtos nem foram informados que as unidades estavam encerrando as atividades.
Há suspeita de fraude, que pode chegar a R$ 1,3 milhão. Um inquérito foi instaurado na Decon para investigar o caso. Segundo o delegado Fernando Soares, 50 pessoas procuraram a polícia e registraram queixa contra a empresa. Não estão incluídas as ocorrências de outras cidades, o que deve elevar o número de vítimas.
De acordo com Soares, as vítimas ouvidas relataram que a empresa teria realizado mais de 500 vendas com as promoções realizadas desde novembro. A loja estaria liquidando o estoque, oferecendo descontos de 50% via Liquida Porto Alegre. A credibilidade da marca favoreceu as vendas. Os compradores eram estimulados a adquirir uma grande quantidade de produtos, por isso foram lesados em valores médios de R$ 25 mil - num dos casos o prejuízo chegou a quase R$ 70 mil - relatou Soares.
Ontem, agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) impediram a retirada de móveis da loja que fica na avenida Cristóvão Colombo, no bairro Floresta. O delegado Fernando Soares foi pessoalmente ao local após receber denúncias de que o mobiliário estava sendo carregado em caminhões desde o amanhecer. Em contato com um dos sócios da empresa, o delegado foi informado que o dono do prédio entrou com uma ação de despejo e deu prazo até a segunda-feira para a desocupação.
Fonte: Correio do Povo
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