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A Justiça acatou nesta sexta-feira o pedido da Polícia Civil e decretou a prisão preventiva de cinco sócios e diretores da empresa de móveis sob medida Portiere. A solicitação foi feita pelo titular da Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor, Saúde e da Propriedade Intelectual, Imaterial, Industrial e afins (Decon) de Porto Alegre, delegado Fernando Domingues Soares.
Com isso, um dos administradores Nicola Haddad Musella foi detido logo após prestar depoimento sobre a suposta fraude, que teria lesado clientes em até R$ 1,3 milhão. Outros quatro mandados de prisão serão cumpridos para localizar mais um diretor, duas sócias e o administrador da fábrica, que já são considerados foragidos. Um deles seria de Curitiba (PR).
A polícia investiga crimes contra o consumidor e estelionato cometidos pela empresa de móveis planejados. "A fábrica, localizada em Alvorada, estava parada desde dezembro. Ou seja, eles sabiam que não podiam produzir móveis, mas estavam vendendo", informou o delegado Soares.
Funcionários bloqueiam entrada de fábrica em Alvorada
Um grupo de dez trabalhadores da Portiere bloqueou a entrada da fábrica localizada na Estrada do Cocão, em Alvorada, na região Metropolitana da Capital, para impedir a retirada de maquinário do local. Os funcionários denunciam que caminhões teriam deixado a unidade durante a madrugada com uma série de equipamentos.
Pela manhã, oficiais de Justiça estiveram na loja da Portiere da avenida Nilo Peçanha, na Capital, para realizar o levantamento dos bens que ainda estão no estabelecimento a fim de que sejam disponibilizados para garantir futuros pagamentos de dívidas trabalhistas.
Entenda o caso
A empresa Portiere tinha duas lojas em Porto Alegre – na Cristóvão Colombo e na Nilo Peçanha – além de filiais em Curitiba (PR) e em Fortaleza (CE). Os estabelecimentos foram fechados na semana passada e os clientes que compraram móveis não receberam os produtos nem foram informados que as unidades estavam encerrando as atividades.
A suposta fraude pode chegar a R$ 1,3 milhão. Um inquérito foi instaurado na Decon para investigar o caso. Segundo o delegado Fernando Soares, 50 pessoas procuraram a polícia e registraram queixa contra a empresa.
De acordo com Soares, a loja estaria liquidando o estoque, oferecendo descontos de 50% via Liquida Porto Alegre, em fevereiro. A credibilidade da marca teria favorecido as vendas. Os compradores eram estimulados a adquirir uma grande quantidade de produtos, por isso foram lesados em valores médios de R$ 25 mil - num dos casos o prejuízo chegou a quase R$ 70 mil - relatou Soares.
Ouça o áudio: Delegado Fernando Soares fala sobre o caso
Fonte: Correio do Povo
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