 Inquérto que estava na Delegacia de Polícia Regional foi levado para o Fórum de Santa Maria Crédito: Mauro Schaefer
|
Inquérto que estava na Delegacia de Polícia Regional foi levado para o Fórum de Santa Maria
Crédito: Mauro Schaefer
|
Cercado de expectativa, o inquérito policial sobre o incêndio na boate Kiss em Santa Maria, que deixou 241 mortos, foi levado para o Fórum de Santa Maria sob um forte esquema de segurança no início da tarde desta sexta-feira. A partir das 14h30min, os delegados que participaram da investigação falarão sobre o trabalho em uma entrevista coletiva no anfiteatro Flávio Miguel Scheneider, no campus universitário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Durante a apuração, que durou 54 dias, os policiais civis ouviram mais de 700 pessoas. O inquérito é um documento com aproximadamente 10 mil páginas. Mais cedo, após um encontro com o titular da Delegacia de Polícia Regional de Santa Maria, delegado Marcelo Arigony, o presidente da Associação de Familiares e Vítimas da Tragédia de Santa Maria, Adherbal Ferreira, disse confiar no resultado do trabalho. "Acho que os familiares vão ficar satisfeitos com o resultado do inquérito", avaliou. "Esperamos que os que erraram sejam punidos. Queremos justiça, mas não vingança e tudo com serenidade, consciência e muita paz", ponderou.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 pessoas mortas.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Com informações do repórter Paulo Roberto Tavares
Fonte: Correio do Povo
|