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22/03/2013 19:50 - Atualizado em 22/03/2013 20:03

Homem acusado de matar esposa e filho passará por novo exame de sanidade

Justiça determinou realização de teste após pedido da defesa do réu por duplo homicídio em Porto Alegre

Carnetti foi acusado de matar esposa e filho de cinco anos em 2012. Foto: Arquivo Pessoal
Carnetti foi acusado de matar esposa e filho de cinco anos em 2012. Foto: Arquivo Pessoal
Carnetti foi acusado de matar esposa e filho de cinco anos em 2012. Foto: Arquivo Pessoal

O bioquímico Ênio Luiz Carnetti, de 46 anos, vai ser submetido a mais um exame de sanidade mental para confirmar se realmente responde pelos próprios atos. A terceira avaliação foi solicitada pela defesa do réu e acatada pela Justiça durante os depoimentos das testemunhas colhidos ao longo do dia no Fórum Central de Porto Alegre. Ênio é acusado de matar a facadas a esposa, Márcia Cambraia Calixto Carnetti, de 39 anos, e o filho Matheus Calixto Carnetti, de 5 anos, em 24 de julho de 2012, na casa da família no bairro Tristeza, em Porto Alegre. Sete testemunhas foram ouvidas nesta sexta-feira na 1ª Vara do Júri, no Fórum Central sobre o caso.

Durante o processo, a defesa apresentou um laudo alegando que o réu não é capaz de responder pelas atitudes. Porém, um outro exame realizado pelo Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) provou o contrário. Por isso, um terceiro teste de sanidade mental deve ser realizado pelo IPF. A defesa de Ênio Carnetti também solicitou que o processo seja suspenso até que o novo laudo seja emitido. A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido.

Ainda durante os depoimentos, o réu escolheu permanecer calado. Ao todo, 13 testemunhas de acusação e outras dez de defesa foram ouvidas. Ao fim da sessão, Carnetti foi conduzido novamente ao Presídio Central, onde segue detido de forma preventiva.

O crime ocorreu na casa da família, no bairro Tristeza, na zona Sul de Porto Alegre. Carnetti chegou a ser internado no Instituto Psiquiátrico Forense, mas em 25 de outubro do ano passado foi encaminhado ao Presídio Central de Porto Alegre, onde espera o andamento do processo. A acusação é de duplo homicídio doloso por motivo torpe (não aceitar a separação conjugal), por meio cruel (aplicar golpes não-letais para causar sofrimento) e com uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, por estarem dormindo.


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Fonte: Lucas Rivas/Rádio Guaíba






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