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23/03/2013 16:53 - Atualizado em 23/03/2013 17:03

Sargento seguirá preso após agredir e torturar a ex em Charqueadas

Militar permanece no cargo até o julgamento do mérito, mas ficará detido na sede do BOE em Porto Alegre

Com prisão preventiva decretada, um sargento da Brigada Militar em Charqueadas, que não teve a identidade revelada, deve permanecer preso por pelo menos 30 dias na sede do Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre. Ele é acusado de ameaçar e agredir a ex-companheira desde novembro de 2012, quando ambos reataram o relacionamento, rompido em função de ameaças anteriores.

De acordo com o comandante do BOE, tenente coronel Kleber Rodrigues Goulart, o sargento permanece no cargo até que caso seja julgado. “Vamos esperar o julgamento do mérito para depois tomar alguma decisão. Ele pode responder a um processo adminstrativo, mas ainda é muito cedo para se falar nisso”, ressaltou o oficial.

Para o tenente coronel, a prisão do sargento surpreendeu o Batalhão. "Esse é um caso pontual, não temos registros de históricos desse tipo de conduta dentro da corporação", garantiu. O juiz Jaime Freitas da Silva, da 2ª Vara Judicial de Charqueadas, decretou a prisão do sargento na quinta-feira.

A vítima registrou ocorrência após o companheiro tentar asfixiá-la com um pano embebido de álcool e arrastá-la pelos cabelos até o quarto, onde foi agredida com socos e chutes e submetida a vários tipos de tortura. Além disso, o agressor fotografou as lesões ameaçando postar as imagens no Facebook em caso de ser contrariado.

Na ocasião, a mulher conseguiu fugir de casa e foi socorrida na rua por um vigilante, que a levou até a delegacia. Após o ocorrido, o sargento voltou a perseguir a vítima e, em fevereiro deste ano, cometeu mais uma agressão. O Ministério Público denunciou e pediu a prisão preventiva do sargento, que foi acatada pela Justiça de Charqueadas. Conforme o juiz do caso,  mesmo após a determinação de medidas protetivas, o agressor ignorou a ordem judicial e prosseguiu com as ameaças, praticando, inclusive, crime de tortura. O magistrado ressaltou que a situação é ainda mais grave por envolver um integrante da Brigada Militar, pessoa que trabalha em prol da segurança pública e que deve empreender esforço, justamente, para reprimir esse tipo de atitude.


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Fonte: Rádio Guaíba






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