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  • 07/07/2013
  • 10:23
  • Atualização: 12:09

"Parte de baixo do Mercado está intacta", diz perito

Perícia conta com dois agentes para avaliar estragos e descobrir causas do incêndio

Parte de baixo do Mercado está intacta, diz perito | Foto: Vinícius Roratto

Parte de baixo do Mercado está intacta, diz perito | Foto: Vinícius Roratto

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  • Danton Júnior / Correio do Povo

Após o incêndio que atingiu o Mercado Público de Porto Alegre na noite desse sábado, as boas notícias começam a chegar. Em entrevista ao Correio do Povo na manhã deste domingo, o perito Rodrigo Eber, que trabalha na avaliação dos estragos, informou que o andar térreo não foi tão prejudicado pelo sinistro. "Olhando agora, acreditamos que os danos não tenham sido tão grandes, talvez tenha atingido cerca de 10% do prédio. A parte de baixo do Mercado está praticamente intacta", relatou. 

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No momento, Eber é acompanhado de mais um colega na vistoria da perícia. O trabalho, segundo ele, seguirá nesta segunda-feira e ganhará mais agentes do Instituto de Perícia. A tendência é de que entrada de comerciantes seja liberada ainda neste domingo para a retirada de produtos.

O mau tempo é a principal dificuldade encontrada pelos servidores que fazem o trabalho de perícia no Mercado Público. A água acumulada no prédio histórico prejudica o levantamento. Nas condições atuais, o trabalho dos técnicos do Instituto Geral de Perícias só será concluído na terça-feira.

Um levantamento preliminar pode ser finalizado no início da semana, mas o laudo completo tem previsão de ser concluído em 30 dias, podendo ser prorrogado, dependendo dos empecilhos encontrados pelos peritos. Os servidores procuram indícios que possam explicar o que causou o início das chamas. Entre as hipóteses cogitadas estão um curto circuito ou um incêndio criminoso.

O Mercado Público

Inaugurado em outubro de 1869, o Mercado Público de Porto Alegre foi criado para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. O local foi tombado como bem cultural em 1979 e passou por um processo de restauração entre os anos 1990 e 1997, o que garantiu ao lugar um espaço maior aos estabelecimentos comerciais, mas sempre manteve a concepção arquitetônica original.

O incêndio desse sábado não foi o primeiro enfrentado pelo Mercado Público. Em 1912, um sinistro destruiu os chalés internos. Em 1941, uma enchente atingiu o Mercado e, 38 anos mais tarde, mais dois sinistros destruíram as dependências do estabelecimento que serve como cartão postal de Porto Alegre. O local chegou a ser ameaçado de demolição durante a administração de Telmo Thompson Flores. Na época, era cogitada a construção de uma avenida.

Na década de 90, quando passou por reforma, o Mercado Público recuperou a percepção visual das arcadas. O trabalho resgatou as circulações internas, criou novos espaços de convivência e implantou redes de infraestrutura compatíveis com o funcionamento do Mercado. A nova cobertura que possibilitou a integração entre o térreo e o 2º Pavimento.

No 2º pavimento, onde antes existiam escritórios e repartições públicas, diversos estabelecimentos como restaurantes e lancherias passaram ocupar o espaço e ganharam um lugar no Mercado Público. Com nova infraestrutura, o cartão postal de Porto Alegre ganhou também um Memorial, além de duas escadas rolantes e dois elevadores. O custo da reforma ficou, na época, em R$ 9 milhões, sendo, 88% do orçamento da Prefeitura, e os demais 12% pelo Fundo Municipal do Mercado Público e doações diversas.

Com informações de Samuel Vettori

Vídeos do incêndio:

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