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05/10/2013 13:51 - Atualizado em 05/10/2013 13:53

Greve dos Correios está perto do fim no RS

Carteiros fizeram mutirão para pôr em dia a entrega de correspondência

Carteiros fizeram mutirão para pôr em dia a entrega de correspondência<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Carteiros fizeram mutirão para pôr em dia a entrega de correspondência
Crédito: Tarsila Pereira
Carteiros fizeram mutirão para pôr em dia a entrega de correspondência
Crédito: Tarsila Pereira

A greve dos Correios no Rio Grande do Sul está perto do fim, após 20 dias de paralisação de carteiros e operadores. Neste sábado, os carteiros que não deixaram de trabalhar realizaram um mutirão para pôr em dia a entrega de correspondência. Segundo a assessoria de imprensa, cerca de 600 carteiros no Estado tentaram atualizar 2,8 milhões de objetos. Na terça-feira, às 14h30min, uma reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve pôr fim à greve. Uma assembleia está prevista para ocorrer após a possível assinatura do acordo, com os carteiros voltando ao trabalho na quarta. Com isso, as entregas devem se normalizar ainda na sexta-feira.

De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postais, Telegráficas e Similares do Estado do Rio Grande do Sul (Sintect/RS), Vitor Rittman da Silva, cerca de 65% dos carteiros estão parados. A assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), por outro lado, diz que 14% dos Correios no RS estão sem trabalhar, de um total de 8 mil empregados.

Silva confirmou que representantes do Estado vão a Brasília para pressionar pela aprovação de um reajuste maior que os 8% propostos pela empresa. A reivindicação é de aumento de 47,8%. Apesar disso, Silva admite que a tendência é de que o percentual fique em torno da oferta da direção e que a greve seja encerrada. Ainda assim, o estado de greve pode ser mantido para pressionar os Correios a cumprir reivindicações como abertura de concurso público e manutenção do plano de saúde.

A rede de atendimento dos Correios funcionou no sábado em todo Brasil e todos os serviços, inclusive o Sedex e o Banco Postal, estiveram ativos - com exceção da postagem, entrega e coleta de encomendas com hora marcada nos locais com paralisação deflagrada. A maior parte dos serviços de hora marcada foi restabelecida em Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Tocantins e Minas Gerais (para postagem e entrega dentro do estado).

No Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Tocantins e Amapá, além da região metropolitana de São Paulo e da região de Bauru (SP), não há paralisação. Com esses sindicatos, os Correios já assinaram acordo, que foi protocolado no TST com pedido de extensão aos demais sindicatos. Na quinta-feira passada, mais de 40 mil trabalhadores dos Correios (mais de 30% do efetivo total da empresa), que fazem parte dessas bases sindicais, receberam o pagamento das diferenças do reajuste de 8% referentes aos meses de agosto e setembro, que totalizou R$ 13 milhões. O mesmo pagamento será efetuado em três dias úteis aos trabalhadores das bases sindicais que assinarem acordo antes do dissídio no TST, agendado para terça-feira, quando serão julgadas a abusividade da greve e as cláusulas sociais e econômicas da categoria.

Um dos pedidos dos grevistas é que a ECT realize novo concurso. No site dos Correios, há a informação que mais de 20 mil novos trabalhadores foram contratados por intermédio do concurso público de 2011.

A informação oficial é que a proposta dos Correios oferece um reajuste de 8% nos salários (reposição da inflação do período, de 6,27%, com ganho real de mais de 1,7%) e de 6,27% nos benefícios; vale-extra no valor de R$ 650,65, a ser creditado em dezembro e Vale-Cultura dentro das regras de adesão ao Programa implementado pelo governo federal.

Com informações de Nildo Júnior e Camila Kila.


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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba





» Tags:Greve Correios Geral

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