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02/12/2013 17:47

Polícia da Islândia mata homem pela primeira vez

Com criminalidade baixa, país tem apenas 6 mil policiais

Tão pouco confrontada com a criminalidade, a polícia da Islândia foi obrigada, nesta segunda-feira, a atirar em um homem pela primeira vez na sua história. O suspeito em questão morreu em decorrência dos ferimentos. O incidente foi considerado “sem precedentes” no país, pelo diretor da polícia, Haraldur Johannessen, durante uma coletiva de imprensa em Reykjavik.

A Islândia tem uma população de apenas 322 mil habitantes e uma das menores taxas de criminalidade do mundo. Os policiais, que são pouco mais de 600 para o país inteiro, usam suas armas de forma muito excepcional.

A vítima seria um homem desequilibrado de pouco menos de 60 anos de idade que, por razões desconhecidas, começou a atirar às 03h com um rifle de caça de seu apartamento na capital, onde morava sozinho. Após a evacuação do prédio, a polícia tentou em vão entrar em contato com o homem. Em seguida, jogou granadas de gás lacrimogêneo pela janelas para tentar detê-lo.

“Isso não funcionou e o homem começou a atirar novamente a partir das janelas de seu apartamento”, explicou o diretor da Polícia de Reykjavik, Stefan Eiriksson. Uma equipe especializada conseguiu entrar no apartamento às 6h e foi recebida a tiros. Os policiais responderam ao ataque atingindo o homem, que não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital para onde foi levado.

“A polícia lamenta o incidente e expressa suas condolências à família”, disse Johannessen. Uma investigação para determinar as razões que levaram o indivíduo a disparar e ver se ele estava sob a influência de álcool ou qualquer entorpecente foi aberta.

Apesar dos poucos homicídios, rifles são comuns

Os rifles de caça são relativamente comuns na casa dos islandeses, mas os homicídios são muito raros. Em alguns anos - como 2003 e 2006 - nenhum caso foi registrado. Do contrário, é possível contar este tipo de crime com os dedos das mãos.

“Em comparação com outros países, a criminalidade é bem menor do que em outros países desenvolvidos. Isso se dá, por um lado, graças à alta qualidade de vida e ao número reduzido da população e, por outro, pela formação e capacitação das forças de ordem”, avalia um relatório anual sobre segurança elaborado pela embaixada dos Estados Unidos em Reykjavik.

“Sempre existem delitos, como pequenas agressões, carros arrombados, ataques contra bens pessoais, especialmente em Reykjavik. A maior parte deles é atribuída a jovens delinquentes e a usuários de drogas”, continua o relatório.

A polícia islandesa faz um trabalho de sensibilização da população sobre a criminalidade, mesmo que os habitantes sejam pouco expostos a este tipo de situação. Em sua página na internet, a polícia chamava a atenção dos moradores de Reykjavik para que eles prestem atenção em pessoas suspeitas, mantenham sempre seus pertences junto de si e, para quando estiverem em locais públicos e restaurantes, guardem seus telefones celulares - cada vez mais roubados.

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Fonte: AFP







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