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02/12/2013 18:50 - Atualizado em 02/12/2013 18:57

Senado apoia proposta de oferta obrigatória de antídoto contra gás cianeto

Assunto foi discutido em Brasília com associação de familiares das vítimas da tragédia da Boate Kiss

O Senado vai apoiar a proposta da Associação de Familiares de Vítimas da Boate Kiss e elaborar uma legislação obrigando os órgãos de saúde a disponibilizarem antídoto contra o gás cianeto. De acordo com o presidente da representação, Adherbal Ferreira, a aceitação dos parlamentares foi por unanimidade. Representantes da associação estiveram reunidos na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, nesta segunda-feira.

A falta de antídoto obrigou o Brasil a trazer dos Estados Unidos o medicamento contra o gás, logo após o incêndio na boate, em 27 de janeiro, que matou 242 pessoas. Lotes do material chegaram ao Brasil cinco dias depois da tragédia. Uma das constatações foi que a queima de uma espuma utilizada como isolante acústico liberou o composto tóxico e contribuiu para as mortes.

Os familiares também discutiram o atendimento de sobreviventes e pediram urgência na votação de uma lei nacional de prevenção contra incêndios. A associação ainda cobrou no Congresso a punição criminal e administrativa dos responsáveis pela tragédia.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o incêndio teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.


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Fonte: Samuel Vettori/Rádio Guaíba







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