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06/12/2013 12:16 - Atualizado em 06/12/2013 12:27

Honras do Exército não são pedido de desculpas à família, diz general

Restos mortais de Jango serão sepultados novamente em São Borja

Dezenas aguardam chegada dos restos mortais em aeroporto<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Dezenas aguardam chegada dos restos mortais em aeroporto
Crédito: Tarsila Pereira
Dezenas aguardam chegada dos restos mortais em aeroporto
Crédito: Tarsila Pereira

Para o comandante do Comando Militar do Sul, general Carlos Bolivar Goellner, o ex-presidente da República João Goulart nunca deixou de ser o chefe do Executivo. O general declarou, no entanto, que as honras prestadas pelo Exército não significam um pedido de desculpas a família. "Ele não foi enterrado como cidadão comum. O que estamos prestando são as determinações e honras regulamentares, nada mais que isso, sem nenhuma outra ilação", afirmou.

Autoridade chegaram de jatinho a São Borja, na Fronteira Oeste, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa, Pedro Westphalen (PP); os senadores Pedro Simon e Randolfe Rodrigues (PSol); o secretário Afonso Motta e o ex-deputado Ibsen Pinheiro.

Rodrigues declarou a imprensa que está, sim, se corrigindo um erro histórico. "É a reparação histórica fundamental para o futuro. Não se olha para gerações futuras sem reparar os erros do passado", lembrando que Jango foi o único presidente brasileiro a morrer no exílio. Já Ibsen Pinheiro considerou a posição do Exército correta. "Está certo cumprir o regulamento e deixar as manifestações políticas para as autoridades", disse. 

À tarde ocorrerá o novo sepultamento de Jango, desta vez com honras de chefe de Estado. Para a cerimônia de reinumação (novo enterro) foi decretado feriado no município. A cerimônia será acompanhada pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, por integrantes da Comissão da verdade, pela viúva Maria Thereza, os filhos João Vicente e Denize e os netos de Goulart.

Os restos mortais foram analisados pelo Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal depois de terem sido exumados no dia 13 de novembro. A exumação faz parte da investigação da Comissão Nacional da Verdade sobre a morte do ex-presidente.

Deposto pelo regime militar, Goulart morreu no exílio, na Argentina, em 6 de dezembro de 1976. A Comissão da Verdade analisa a possibilidade de o ex-presidente, que oficialmente teve como causa da morte um ataque cardíaco, ter sido assassinado no período da ditadura militar, na chamada Operação Condor, um plano organizado pelas ditaduras do Cone Sul para perseguir opositores.

No dia 14 de novembro, os restos mortais do ex-presidente foram recebidos com honras militares, em cerimônia que contou com a participação da presidenta Dilma Rousseff e dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor.

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Fonte: Iuri Ramos / Correio do Povo







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