Correio do Povo

Porto Alegre, 16 de Abril de 2014


Porto Alegre
Agora
21ºC
Amanhã
19º 29º


Faça sua Busca


Notícias > Internacional

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

09/12/2013 10:47 - Atualizado em 09/12/2013 11:01

Líderes mundiais chegam à África do Sul para adeus a Mandela

Presidente Dilma é uma das chefes de Estado que viajará ao país

Líderes mundiais chegam à África do Sul para adeus a Mandela <br /><b>Crédito: </b> Munir Uz Zaman / AFP / CP
Líderes mundiais chegam à África do Sul para adeus a Mandela
Crédito: Munir Uz Zaman / AFP / CP
Líderes mundiais chegam à África do Sul para adeus a Mandela
Crédito: Munir Uz Zaman / AFP / CP

O mundo está literalmente chegando à África do Sul e quase 100 líderes, entre os principais do planeta, são esperados para a cerimônia oficial de adeus a Nelson Mandela, indicou Pretoria nesta segunda-feira. "Noventa e um chefes de Estado e de Governo em exercício, 10 ex-líderes, 86 chefes de delegação e 75 personalidades confirmaram presença", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Clayson Monyela. O ministério não forneceu informações precisas, mas parte desses dignitários deve chegar a partir desta segunda, para prestar homenagem a Nelson Mandela, que morreu nessa quinta-feira aos 95 anos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deve discursar no início da tarde em frente à Fundação Nelson Mandela, em Joanesburgo. Ao mesmo tempo, as duas câmaras do Parlamento sul-africano vão realizar uma sessão comum dedicada à memória do primeiro presidente negro (1994-99) do país. "Thank you Madiba" e "Hamba Kahle Madiba" (obrigado em inglês e zulu), clamavam as imensas bandeiras exibidas na sede do Parlamento.  Os vários partidos políticos irão falar para recordar a mensagem de unidade trazida pelo ex-ativista anti-apartheid, que, uma vez no poder, não deixou de estender a mão aos seus antigos opressores. Esta atitude magnânima, entre outras coisas, explica a admiração que Mandela desperta em todo o mundo. "Mandela é a versão sul-africana de Mahatma Gandhi", declarou domingo à noite Laloo Isu Chiba, um dos seus antigos companheiros de prisão na ilha Robben Island.

Os chefes de Estado dos Estados Unidos, Barack Obama, do Brasil, Dilma Rousseff, e da França, François Hollande, assim como o premiê britânico, David Cameron, irão prestar suas últimas homenagens a ele. Em um espírito conciliador, alguns serão acompanhados pelos seus antecessores, mesmo sendo de diferentes quadrantes políticos. Os ex-presidentes George W. Bush e Nicolas Sarkozy vão acompanhar as delegações de seus países.

Chegou a hora de descansar A chanceler alemã Angela Merkel não poderá viajar a Johannesburgo, mas o presidente Joachim Gauck estará presente. O Dala¯ Lama, a quem foi negado por duas vezes o visto para a África do Sul nos últimos anos, informou que não iria participar desses eventos. Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidiu renunciar a sua participação no funeral, citando o custo de uma viagem à África do Sul.

Parece que a maioria dos dignitários que estarão presentes vão participar da homenagem oficial de terça-feira em Johannesburgo, onde alguns vão discursar a partir das 11h00 (07h00 no horário de Brasília). O corpo do grande homem ficará exposto por três dias na sede do governo em Pretória, com procissões programadas todas as manhãs nas ruas da capital.

No sábado, será transferido para a pequena aldeia de Qunu, no sul do país, a terra dos ancestrais de Mandela, e local escolhido pelo ex-presidente para ser enterrado.
A África do Sul acelerou nesta segunda os preparativos para esta semana de luto nacional, que começou domingo com um dia de "orações e reflexões". De Soweto à Cidade do Cabo, de Londres a Belém, fiéis de todas as religiões cantaram e rezaram em seu nome.

Alguns manifestaram grande emoção, mas a maioria ressaltou que a hora de seu descanso havia chegado.
Os sul-africanos, que se preparam há meses para o anúncio da morte iminente de seu "Madiba", reagiram de forma sóbria, sem efusões espetaculares. O tom é de gratidão pela obra de Mandela, o que impediu um pouco a tristeza.
"Tata Madiba lutou por nós, agora chegou a sua vez de descansar", declarou Zanele Sibiya, em frente a grande igreja
católica Regina Mundi de Soweto, um dos locais simbólicos da resistência ao apartheid.


Bookmark and Share


Fonte: AFP







O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.