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10/12/2013 19:42 - Atualizado em 10/12/2013 21:24

Presidente ucraniano diz que apelos por revolução são ameaça à segurança

País vive momento de instabilidade política devido a protestos

Presidente ucraniano diz que apelos por revolução são ameaça à segurança<br /><b>Crédito: </b> AFP / CP
Presidente ucraniano diz que apelos por revolução são ameaça à segurança
Crédito: AFP / CP
Presidente ucraniano diz que apelos por revolução são ameaça à segurança
Crédito: AFP / CP

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, afirmou que os apelos à revolução feitos pelos opositores “ameaçam a segurança nacional”, nesta terça-feira, enquanto a polícia continuava pressionando os manifestantes pró-UE em Kiev. Ele fez essa afirmação durante uma reunião com três ex-chefes de Estado ucranianos para buscar uma solução para a crise política.

No entanto, em um aceno à oposição, o presidente disse ter solicitado à Procuradoria geral a libertação de alguns manifestantes detidos em confrontos com a polícia. Ele também anunciou que uma delegação de alto nível deve visitar Bruxelas na quarta-feira para abordar um pacto de integração com a UE.

"Os apelos à revolução ameaçam a segurança nacional", declarou o chefe de Estado ucraniano diante de seus antecessores Leonid Kravchuk, Leonid Kuchma e Viktor Yushenko.

As declarações de Yanukovich foram feitas poucas horas antes da chegada da chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, para tentar aproximar as posições do governo ucraniano e da oposição. Mas ela não fará uma "mediação formal", tarefa que cabe às forças políticas ucranianas, destacou a UE.

Nas ruas de Kiev, apesar das declarações do chefe de Estado, as forças de segurança ucranianas mantiveram a pressão na madrugada desta terça-feira. A polícia desmontou as barricadas dos opositores que bloqueavam os prédios públicos em Kiev, em uma operação que deixou feridos e confinou a mobilização à Praça da Independência, poucas horas antes da chegada de Ashton, constatou a AFP.

Durante sua visita, Ashton, que se reunirá com o presidente Yanukovich, tentará aproximar as posições do governo ucraniano e da oposição. Apesar disso, não será realizada uma "mediação formal", que é uma tarefa das "forças políticas ucranianas", indicou a UE.

Ashton disse temer que a pressão das forças de segurança sobre os manifestantes complique uma solução para a crise política na Ucrânia.

Os confrontos eclodiram durante a madrugada, quando os policiais desalojaram os manifestantes que mantinham uma barricada nas proximidades da sede da presidência.

Vários manifestantes foram agredidos com cassetetes.

Segundo o partido de oposição Svodoba, que tinha representantes no local, dez manifestantes ficaram feridos e um deles fraturou as costelas.

Um jornalista da AFP também viu três policiais feridos.

As forças de segurança iniciaram na tarde de segunda o processo de retirada das barricadas montadas pelos manifestantes pró-UE em vários pontos do bairro da capital ucraniana que abriga a Presidência, a sede do governo e o Parlamento.

O bairro amanheceu sem barricadas e com policiais controlando o acesso às proximidades da sede do governo.

Quase 300 manifestantes permaneciam na Praça da Independência, a uma temperatura de sete graus negativos.

Na segunda-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden comunicou a Yanukovich sua "profunda preocupação" a respeito de uma possível escalada da violência na Ucrânia.

A oposição acredita que o presidente prepara em segredo a entrada da Ucrânia, que está em uma difícil situação econômica, em uma união alfandegária da Rússia com ex-repúblicas soviéticas.

No fim da tarde de segunda-feira, as forças oficiais obrigaram dezenas de manifestantes que bloqueavam a sede do governo a recuar, em uma operação que não resultou em confrontos.

O partido Batkivshchina, da líder opositora detida Yulia Timoshenko - ex-primeira-ministra e uma das figuras da Revolução Laranja de 2004 - afirmou que a polícia invadiu sua sede em Kiev.

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Fonte: AFP





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