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12/12/2013 22:44 - Atualizado em 12/12/2013 22:58

Aviação civil pode parar com greve a partir de 20 de dezembro

Movimento pretende impedir voos e aguarda proposta que "contemple reivindicações"

Aeronautas e aeroviários de todo país se organizam para uma greve geral no dia 20 de dezembro. A intenção das categorias é evitar que aviões decolem neste dia. Às vésperas, no dia 17, os trabalhadores da aviação civil vão entregar aos passageiros uma carta explicando os motivos da paralisação.

Segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, Paulo Sérgio da Silva, o movimento inicia já pela manhã, impedindo que os primeiros voos do dia saiam. “Estamos em negociação. Queremos uma proposta salarial que realmente contemple as nossas reivindicações”, explica ele, comentando que a a data-base das categorias é 1º de dezembro. “’As maiores empresas do mercado brasileiro, TAM, Gol e Azul, conseguiram enxugar o mercado. Diminuíram a oferta de assentos e aumentaram o preço das passagens. Nada mais justo que os trabalhadores tenham uma fatia deste lucro”.

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) propôs a reposição da inflação pelo INPC, em média 5,5%, e um reajuste de 7% para os trabalhadores que têm piso salarial, o que foi recusado pelas categorias.

Além da pressão sindical, outra manifestação ocorre em Porto Alegre. Quem embarcou no voo da TAP direto a Lisboa, nesta quinta-feira no aeroporto Salgado Filho, foi surpreendido com um protesto dos funcionários que fazem a manutenção das aeronaves da companhia. O protesto era para denunciar as péssimas condições de trabalho e o assédio moral feito pelas chefias. Nos últimos dias, foram demitidos 30 mecânicos da TAP M&E Brasil, informou o Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre.

“Os funcionários da TAP têm sido expostos a riscos de acidentes devido à sobrecarga de trabalho, procedimentos irregulares, falta de manutenção de equipamentos e falta de itens de proteção individuais e coletivos”, assegurou o diretor de comunicação do sindicato, Paulo Sérgio da Silva. Ele lembrou do incidente aéreo ocorrido no início deste mês com um voo da TAP. “Foi reflexo dessa situação toda. Os fatores humanos repercutem na segurança do voo”, justificou ele.

O sindicato afirma que hoje são 70 voos da TAP no Brasil e no ano que vem a previsão é de que sejam 85. “A empresa lucra muito no país e não valoriza seus trabalhadores”, opinou Silva. Segundo ele, as autoridades portuguesas estão por dentro das irregularidades cometidas pela subsidiaria da TAP Portugal no Brasil.


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Fonte: Cláudia Moritz/Correio do Povo







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