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14/12/2013 16:28 - Atualizado em 14/12/2013 16:34

Comércio é segundo setor que mais emprega no RS

Nos últimos 12 meses, o varejo gaúcho criou 20,4 mil postos de trabalho formais

Luana Bitencourt conseguiu primeira oportunidade no setor de vendas<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Luana Bitencourt conseguiu primeira oportunidade no setor de vendas
Crédito: Tarsila Pereira
Luana Bitencourt conseguiu primeira oportunidade no setor de vendas
Crédito: Tarsila Pereira

O comércio é o segundo setor que mais emprega no Rio Grande do Sul, perdendo somente para a administração pública. Em 2012, o total de funcionários era de 450 mil. Nos últimos 12 meses, o varejo gaúcho criou 20,4 mil postos de trabalho formais. Já de janeiro a outubro, foram 11,6 mil. A expectativa da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio-RS) é de que, até o final de 2013, o número suba ainda mais. “É uma atividade bastante relevante em termo de empregos”, afirma o economista da entidade, Lucas Schifino. Ele explica que um dos fatores que motivam esse incremento é o aquecimento do mercado, com salários em elevação e pleno emprego. “Isso ajuda o comércio. Para vender mais, as lojas precisam contratar mais e este número está crescendo ao longo dos anos”, comenta, apesar de alguns fatores negativos como a alta da inflação. “A inflação está há dois anos no teto da média, em torno de 6% e 6,5%, isso corrói a renda das famílias”, disse.

Mesmo com o aumento de juros e elevação do dólar, o crescimento real das vendas foi de 4,6% nos últimos 12 meses e 3,4% de janeiro até setembro, comparando com mesmo período do ano passado. Segundo Schifino, o cenário do endividamento e da inadimplência já melhorou.Atualmente a limitação de contratação ocorre mais pela falta de pessoas no mercado do que pela oferta de vagas. “Mesmo que se queira contratar, não tem tanta gente para trabalhar”, diz.

Por isso, o Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas) criou no ano passado o projeto Geração Varejo. Este ano ocorreu uma nova edição para identificar e capacitar pessoas interessadas em trabalhar no comércio. “Cadastramos 1 mil pessoas. Elas serão entrevistadas para que seja verificada a tendência para trabalhar nos caixas, nas vendas, como estoquistas, ou no setor administrativo”, esclarece o vice-presidente de Responsabilidade Socioambiental da entidade, João Rodrigues.

Após a triagem, a lista com os trabalhadores fica à disposição dos comerciantes cadastrados no site. Conforme a necessidade de mão de obra que eles têm, é possível verificar um perfil adequado. “Procuramos fazer o casamento das pessoas que estão procurando funcionários com as que estão procurando emprego”, ressalta. Além disso, o Sindilojas oferece treinamentos para áreas de vendas, gerência e vitrine.

Dentro do projeto Geração Varejo, a entidade desenvolve uma atividade nas escolas privadas. “As visitamos e damos explicações de como funciona o setor para motivar as pessoas a irem para a área”, diz Rodrigues.

Temporários ajudam no movimento

Os empregos temporários também ajudam a movimentar o setor no período das festas de final de ano. A CDL de Porto Alegre estima que nos últimos três meses deste ano, 4.331 postos de trabalho sejam criados somente na região Metropolitana. Desse total, quase metade (2.043) serão de contratos provisórios. A cada R$ 5,00 que o varejo fatura ao longo do ano, R$ 1,00 é no final do ano. “O quarto trimestre é bem aquecido, principalmente pela época de Natal”, destaca o economista da CDL Gabriel Torres. Ele lembra que o período é um bom teste tanto para os lojistas quanto para os funcionários temporários. Quem demonstrar interesse e responsabilidade, pode se tornar efetivo.

As projeções da CDL de criação de empregos para o ano que vem estão sendo estudadas e devem ser divulgadas em janeiro, mas há possibilidade de mais crescimento. O gerente de uma loja de moda masculina Anderson Maya, 34 anos, confirma que predomina o público jovem na procura por empregos. No entanto, o estabelecimento prioriza a contratação de vendedores experientes e tem muita dificuldade de recrutá-los. Ele tem uma vaga aberta há cinco meses e pensa em flexibilizar os critérios. “Já fiz mais de 20 entrevistas”, diz.

Mercado aquecido atrai muitos jovens

Uma característica do varejo é o recrutamento de muitos jovens. Boa parte dos profissionais entra para o mercado de trabalho pelo comércio. Mais de um terço (32,5%) do total de empregados na área tem menos de 24 anos. Dentro do segmento de serviços, o percentual é bem menor, 16,7%, segundo a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio-RS).

O gerente de uma loja de sapatos do Centro de Porto Alegre comenta que a equipe de vendedores é formada por pessoas novas, a maioria com menos de 24 anos. “Eles são mais dinâmicos, com vontade de aprender”, explicou Júnior Machado, 28 anos.

O mercado está altamente aquecido. Muitos profissionais ficam poucos meses e depois mudam para outras lojas. Ocorre até uma concorrência entre os empresários para contratar os bons funcionários, comenta Machado. “É difícil achar o perfil, demora”, diz ele, mencionando que uma vaga ficou em aberto por bastante tempo.

Luana Bitencourt, de 20 anos, conseguiu este ano a sua primeira oportunidade na área do comércio. Como não havia trabalhado antes, entendeu que o setor de vendas seria mais acessível a quem não tem experiência. “Não precisa ter currículo e acho bom porque somos nós que fazemos nosso salário, com a comissão”, salienta. Ela está na loja de sapatos como vendedora há quatro meses.

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Fonte: Karina Reif / Correio do Povo







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