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15/12/2013 19:30

Metroviários garantem continuidade de greve nesta segunda

Trensurb inicia semana operando apenas nos horários de pico

Metroviários garantem continuidade de greve nesta segunda<br /><b>Crédito: </b> Samuel Maciel / CP
Metroviários garantem continuidade de greve nesta segunda
Crédito: Samuel Maciel / CP
Metroviários garantem continuidade de greve nesta segunda
Crédito: Samuel Maciel / CP

Os metroviários da Trensurb vão entrar nesta segunda-feira no quarto dia de greve. Em razão de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a operação será garantida nos horários considerados de pico: das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min.

“A greve está mantida. Estamos esperando que a empresa se manifeste e cumpra o que foi prometido. Na sexta-feira, foi um papelão, porque quiseram manter a operação, sem segurança”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô), Luis Henrique Chagas.

O motivo do movimento foi o reajuste do Plano de Saúde dos funcionários da empresa, fixado em 45%. Nos últimos cinco anos, o aumento foi de 156%. Os trabalhadores consideram o percentual abusivo. Chagas afirmou que a empresa não tem sido flexível. Disse também que, há dois anos, o sindicato pressiona a Trensurb para que negocie o valor do aumento do plano de saúde.

A categoria dos metroviários reivindica também melhores condições de trabalho e contratação de pessoal. Enquanto isso, a direção da Trensurb considera a decisão de paralisar os serviços “extemporânea e abusiva”. A alegação é que o reajuste do plano extrapola as relações de trabalho.

Por enquanto, não foi definida nova data para a assembleia dos trabalhadores, o que pode fazer com que a greve continue nos próximos dias.

Surpresa e prejuízos

O fechamento do trem causou transtornos à população. Muitas pessoas desavisadas acabaram encontrando as estações da Trensurb fechadas, no sábado e no domingo, e precisaram buscar alternativas para chegar ou voltar dos seus destinos.

Neste domingo, a atendente Leidiane Souza, 19 anos, não sabia dos horários de funcionamento durante a greve e teve que esperar a abertura. “Cheguei na estação Mercado às 15h40min e fiquei sentada até abrir”, contou ela que iria buscar a irmã em Canoas.

Além dos passageiros, quem sofreu com a greve dos metroviários foram os comerciantes estabelecidos na Estação Mercado, no Centro de Porto Alegre. Para a dona da banca Revistaria e Bombonière, Salma Gazi Leite, de 57 anos, o movimento caiu 90%. “Não é fácil. Abrimos às 7h e funcionamos até o fechamento, às 8h30min. Depois voltamos para abrir às 17h30min e fechamos junto com a estação. Claro que faturamos menos, mas não tínhamos o que fazer”, comentou.

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Fonte: Karina Reif / Correio do Povo







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