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17/12/2013 21:26 - Atualizado em 17/12/2013 22:26

Governo exigirá air bags e ABS em novos veículos a partir de 2014

Ministro da Fazenda reconheceu que Kombi poderá receber excessão e manter linha de montagem

Governo descarta adiar obrigação de air bags e ABS em novos veículos<br /><b>Crédito: </b> Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP
Governo descarta adiar obrigação de air bags e ABS em novos veículos
Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP
Governo descarta adiar obrigação de air bags e ABS em novos veículos
Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP

O governo descartou adiar a exigência de air bags e freios ABS nos automóveis produzidos no país a partir do próximo ano. A informação foi confirmada nesta terça-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois de reunião com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), metalúrgicos e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. O encontro demorou cerca de duas horas e levou em conta o possível impacto dos novos itens de segurança sobre o desemprego, com algum impacto no mercado pelos custos.

Apesar de garantir a entrada em vigor da medida, o ministro admitiu que o governo estudará a criação de uma exceção para a Volkswagen Kombi, que não tem similar no mercado e seria extinta com a introdução dos novos itens. “Não houve resistência das montadoras em criar um waiver (perdão) para as Kombis porque o produto não tem concorrência. Não é caminhonete e não é automóvel. É um produto diferente, sem similar”, explicou.

Segundo Mantega, a Fiat pediu que o modelo Mille também fosse isento da exigência, mas não houve concordância das outras empresas porque existem similares produzidos por outras montadoras no país. Com a introdução dos air bags e do freio ABS, o veículo terá a fabricação extinta no próximo ano.

O ministro ressaltou que a obrigatoriedade dos itens de segurança preocupou o governo não tanto por causa do impacto nos preços dos veículos, que aumentarão de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil, mas por causa do impacto no emprego. De acordo com os sindicalistas presentes na reunião, os itens de segurança poderão provocar de 10 mil a 15 mil demissões por causa da extinção das linhas de produção de determinados modelos e o impacto sobre o setor de autopeças.

De acordo com o ministro da Fazenda, o governo pediu um compromisso das montadoras para mudarem os empregados de setor e evitar o máximo possível as demissões. Um grupo de estudo entre representantes das montadoras e do governo analisará a possibilidade de os postos de trabalho serem preservados.


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Fonte: Agência Brasil







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