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21/12/2013 12:56 - Atualizado em 21/12/2013 13:24

"Toplessaço" é atração em praias do Rio

Movimento foi criado após guardas repreenderem atriz por posar sem blusa

Movimento foi criado após guardas repreenderam a atriz por posar sem blusa<br /><b>Crédito: </b> Daniel Marenco / Folhapress / CP
Movimento foi criado após guardas repreenderam a atriz por posar sem blusa
Crédito: Daniel Marenco / Folhapress / CP
Movimento foi criado após guardas repreenderam a atriz por posar sem blusa
Crédito: Daniel Marenco / Folhapress / CP

Em um Rio de Janeiro nublado, quente e com previsão de chuva, cerca de 150 pessoas acompanhavam, por volta das 10h30min, um protesto marcado por rede social em favor do direito ao topless, contra o machismo e pela descriminalização do corpo.  No começo do evento, apenas duas mulheres de fato aderiram ao chamado "toplessaço", na Praia de Ipanema, sendo imediatamente cercadas por um grande grupo de repórteres e curiosos. Outras se juntaram à dupla depois.

Fato é que o evento teve mais repercussão do que adesões. Menos de dez mulheres aderiram ao movimento, sendo imediatamente cercadas, cada uma, por dezenas de repórteres e curiosos. Uma das adeptas, a estudante Carolina Jovino, de 19 anos, disse ter ficado com medo da reação de alguns homens. Enquanto apoiadores gritavam "sem moralismo", vendedores ambulantes e curiosos faziam comentários machistas e piadas de baixo calão.

Outros incitavam, entre piadas de incentivo e comentários agressivos, que outras mulheres, inclusive repórteres, deveriam também tirar a roupa. Até guardas municipais estavam cantando mulheres.  A imprensa, com mais de 100 repórteres, fotógrafos e cinegrafistas acompanhou o movimento com frustração.

Com a prótese de silicone desnuda e purpurinada, Ana Paula Nogueira, de 34 anos, disse esperar que aos poucos o topless se torne mais natural. A cineasta disse que costuma fazer topless normalmente no exterior, como em Cuba ou na França. "Se ninguém fizer, não vai melhorar", relatou.

Destaque do movimento foi a pensionista Olga Solon, de 73 anos, que soube do protesto pela mídia e resolveu apoiar. Olga posou para fotos sem blusa acompanhada pelo marido francês, mas logo colocou a roupa. Os dois moram há quatro anos no Arquipélago de Açores, em Portugal, e estão na cidade para as festas de fim de ano. Olga disse estar acostumada com o topless na Europa. "Só acho que as minhas filhas (de 51 e 53 anos) não vão gostar muito quando virem as fotos. Elas são um pouquinho conservadoras", comentou.

O suposto protesto também teve a adesão de homens, que pintaram os corpos. Rennan Carmo, de 18 anos, pegou o biquíni da mãe e, junto com um amigo, vestiu a parte de cima. "Na nossa sociedade atual topless não é normal, como a gente esta vendo aqui", disse.

O evento teve mais de 8 mil adesões em página criada no Facebook convocando ao protesto, no primeiro dia do verão, que começa oficialmente hoje às 15h11. O movimento foi criado em reação a um episódio ocorrido no Arpoador, onde guardas repreenderam a atriz Cristina Flores por posar sem blusa para um catálogo de uma peça de teatro e foi obrigada a vestir a blusa.

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Fonte: AE







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