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25/12/2013 13:32 - Atualizado em 25/12/2013 13:46

Ex-moradores de áreas próximas à Fukushima passam Natal em casa

Cerca de 27 mil pessoas foram autorizadas a pernoitar nas residências que foram abandonadas

Cerca de 27 mil pessoas evacuadas dos arredores da devastada central nuclear de Fukushima foram excepcionalmente autorizadas a passar as festas de Natal em suas casas abandonadas. As cidades de Minamisoma, Naraha, Kawauchi e Iitate, em particular, permitiram que parte de seus ex-moradores de diferentes bairros voltassem para suas casas por alguns dias, durante o Natal e o Ano Novo, sendo que estava proibido pernoitar nas mesmas.

Partes destas cidades podem ser visitadas durante o dia para limpeza e descontaminação das casas, que continuam sendo consideradas inabitáveis enquanto forem mantidos os níveis de radioatividade acima do considerado aceitável e até que as infraestruturas vitais não sejam reconstruídas.

Este ano, as casas poderão ser ocupadas por seus ex-moradores entre 25 de dezembro e 7 de janeiro (ou desde 28 de dezembro a 5 de janeiro, segundo os casos), após se inscrever previamente nas autoridades competentes. Contudo, não parece que este benefício será aproveitado por milhares de pessoas que nunca mais dormiram em suas casas após a catástrofe na central nuclear de Fukushima Daiichi, ocorrida há dois anos e nove meses.

Segundo a imprensa, no dia 19 de dezembro, apenas 1,7 mil pessoas (que ocupavam, no total, 556 casas) solicitaram a permissão necessária. Muitas das casas destruídas pelo terremoto e pelo tsunami de 11 de março de 2011, apesar de manter suas estruturas firmes, se encontram insalubres e expostas a níveis de radioatividade muito elevados, o que não anima a seus ex-moradores a voltar, mesmo de forma pontual.

Além disso, na quarta-feira, a empresa que administra a central acidentada, a Tokyo Electric Power (Tepco), disse que apresentará durante o dia um novo plano de reestruturação para fazer frente aos custos exorbitantes em consequência da catástrofe nuclear. O plano deve contar com o apoio do governo japonês.

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Fonte: AFP







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