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26/12/2013 20:13

Número de médicos estrangeiros deve dobrar até maio no RS

Cremers alega que governo federal paga a profissional de fora o dobro do que recebe um brasileiro

Número de médicos estrangeiros deve dobrar até maio no RS<br /><b>Crédito: </b> André Ávila / CP Memória
Número de médicos estrangeiros deve dobrar até maio no RS
Crédito: André Ávila / CP Memória
Número de médicos estrangeiros deve dobrar até maio no RS
Crédito: André Ávila / CP Memória

O Rio Grande do Sul registra hoje 400 médicos estrangeiros em atividade. A maior parte deles, 288, é de origem cubana. Todos estão ligados ao programa Mais Médicos, do governo Federal, e distribuídos em 114 cidades. A previsão da Secretaria Estadual da Saúde é de que, até abril do ano que vem, mil profissionais de fora do País estejam trabalhando no Estado. Na noite desta quinta-feira, um jantar de confraternização reúne médicos cubanos já em atuação em solo gaúcho. O evento ocorre no Galpão Crioulo do Palácio Piratini.

O presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremers) disse que a presença de médicos estrangeiros não está resolvendo o problema na saúde do Estado. Fernando Matos explicou que a função dos profissionais em unidades de saúde de periferias precisa resultar na redução no número de pacientes em hospitais. Ele disse reconhecer que é pequeno o tempo de atuação dos estrangeiros no Estado, mas lembrou que os hospitais seguem cheios, e que ainda há filas e falta de leitos.

Os médicos estrangeiros começaram a chegar em agosto. Matos explicou que a entidade não é contrária à presença deles, mas sim contra a entrada no país sem a revalidação do diploma, o que foi autorizado pelo governo federal.

Ainda conforme Matos, o governo brasileiro paga muito mais a um médico estrangeiro do que a um brasileiro. Ele citou como exemplo o caso de Porto Alegre. Segundo o dirigente, na Capital um médico vindo de fora ganha R$ 10 mil de salário, mais R$ 1,5 mil auxílio para moradia e mais R$ 500 de alimentação para 30 horas de trabalho. Já um médico brasileiro para a mesma função não recebe mais de R$ 5 mil.

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Fonte: Samuel Vettori / Rádio Guaíba







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