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29/12/2013 19:27 - Atualizado em 29/12/2013 19:40

Ana Paula revela como enfrentou guardas armados na Rússia

Bióloga aproveitou domingo para tomar chimarrão na Redenção

Ana Paula aproveitou o domingo para tomar um chimarrão
Crédito: Mauro Schaeffer

Um chimarrão na Redenção marcou o primeiro domingo de Ana Paula Maciel de volta à Porto Alegre, depois de ficar presa de 19 de setembro até 20 de novembro, na Rússia, por protestar contra extração do petróleo. Ela garantiu que foram dias de agonia no Leste Europeu. A incerteza e o medo povoaram seus pensamentos, sobretudo naquela cela de cerca de 2x2m, onde passou os primeiros dias de detenção.

Nesse domingo, caminhando ao lado da mãe, Rosângela, na volta do lago dos pedalinhos, na Redenção, contou também como enfrentou quatro agentes russos armados que tomaram o Artic Sunrise e revela quais são algumas de suas metas para 2014.

Em meio ao sorver e outro no mate amargo, Ana Paula garantiu que estava morrendo de saudade do calor, mesmo que seja numa tarde quase escaldante na Capital gaúcha. Disse que um dos segredos para suportar temperaturas extremas é “equilibrar a temperatura do corpo com a temperatura exterior. Por isso, os chás são bons no calor”.

Ela afirmou ter aprendido muito nos dias de Murmansk. Com o olhar mais profundo, na busca da melhor memória, Ana Paula também lembrou do momento quando desafiou quatro agentes russos superequipados com tecnologias de combate. “Já tinham violado muitos direitos da gente. Não poderia permitir que tocassem no meu corpo. Fui humilhada e hostilizada. Gritei. Chorei. Enfrentei os caras armados. Resisti. Pararam com as agressões”, diz, orgulhosa.

Mais uma caminhada até o Jardim Oriental da Redenção e Ana Paula revelou como foi a notícia da liberdade. “Foi um novo choque. Quando a gente está presa, não dorme à noite por tristeza ou por medo. Está vulnerável. Pensei: enfim terminou. Vou ter minha vida de volta”, explica.

Em seus planos estão o retorno ao ativismo em defesa do Ártico, mergulhar em Cozumel, comer uns churrascos com a família, praticar pesquisa científica com espécies em extinção, divulgar aos brasileiros a importância de preservar a Amazônia. “Também vou abraçar mais as pessoas importantes e dizer mais vezes para elas o quanto as amo”, finalizou.

Ana Paula aproveitou o domingo para tomar chimarrão junto com a mãe na Redenção / Foto: Mauro Schaefer

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Fonte: Luiz Sérgio Dibe / Correio do Povo





» Tags:Geral Greenpeace


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