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31/12/2013 21:08 - Atualizado em 31/12/2013 21:20

Caça Mirage da FAB fez último voo nesta terça-feira

Modelo adquirido da França será aposentado pelos suecos Gripen NG

Caça Mirage da FAB fez último voo nesta terça-feira<br /><b>Crédito: </b> CB. V. dos Santos/FAB/Divulgação CP
Caça Mirage da FAB fez último voo nesta terça-feira
Crédito: CB. V. dos Santos/FAB/Divulgação CP
Caça Mirage da FAB fez último voo nesta terça-feira
Crédito: CB. V. dos Santos/FAB/Divulgação CP

Os caças modelo Mirage 2000 da Força Aérea Brasileira (FAB) tiveram seu último voo de serviço na manhã desta terça-feira. O avião de matrícula 4948 decolou do Rio de Janeiro e pousou em Anápolis, a 140 quilômetros de Brasília. Pousou para sempre, pois foi doado ao Museu da Aeronáutica, seu destino final.

Responsável pela pilotagem, o capitão Antonio Augusto da Silva Ramalho, do 1º Grupo de Defesa Aérea se disse  "feliz pela honra da missão". Aos 33 anos, operando desde 2010 os interceptadores Mirage, Ramalho reconhece "o salto qualitativo da aviação de caça brasileira", com a chegada do novo jato supersônico de tecnologia avançada, o modelo sueco Gripen NG, selecionado dia 18, pela presidente Dilma Rousseff na definição do longo processo F-X2. O projeto levou cerca de 20 anos a contar do estudo preliminar e das consultas iniciais.

A encomenda inicial de 36 aeronaves, mais o conhecimento sensível - cuja liberação irrestrita é "cláusula pétrea" do acordo -, vai custar US$ 4,5 bilhões. E deve ser seguida de pacotes subsequentes, de longo prazo, até um total de 124 unidades contratadas a longo prazo, contemplando um horizonte além de 2030. A previsão pode ser maior, chegando a 160 jatos Gripen NG. O número é considerado o ideal para proteção integral dos pontos estratégicos do país, de acordo com um oficial combatente ouvido pelo Estado. O plano da Força Aérea é substituir a frota atual por um só tipo padrão, capaz de ser configurado de forma personalizada para cada necessidade.

A Marinha está na mesma sintonia. A aviação naval embarcada hoje no porta aviões São Paulo A-12 e, no futuro, a bordo do novo navio dessa classe que vai liderar a 2.ª Frota, no litoral Norte/Nordeste, quer empregar a versão especializada do mesmo avião escolhido para a FAB. Em Anápolis, na sede do Grupo de Defesa Aérea, a dupla inicial de caças F-5M, que cumprirá a tarefa de proteger Brasília até a chegada dos Gripen, estimada para 2018, está pronta. Vieram de Santa Cruz (RJ) e de Canoas (RS). Na segunda mobilização ao menos um sairá de Manaus.

Os 12 Mirage 2000C/B comprados usados, na França, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005, deveriam ter sido aposentados em 2011. A Aeronáutica montou um esquema de manutenção que imobilizou seis caças e manteve no ar o esquadrão remanescente. Até o voo do capitão Ramalho, o GDA somou cerca 10.500 horas.

Em sete anos o supersônico entrou em ação real apenas uma vez, em março de 2009, quando foi acionado para reagir a uma ameaça - um piloto amador, desequilibrado, pretendia invadir o limite da capital. Acabou caindo e morrendo com a filha de 5 anos no estacionamento de um shopping de Goiânia.


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Fonte: AE





» Tags:Aviação Geral FAB


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