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03/01/2014 07:48 - Atualizado em 03/01/2014 08:09

Crescem mortes por afogamento na virado do ano no Estado

Número foi cinco vezes maior em 2013 comparado ao ano anterior

Aumentam mortes por afogamento na virado do ano no RS<br /><b>Crédito: </b> André Ávila / CP Memória
Aumentam mortes por afogamento na virado do ano no RS
Crédito: André Ávila / CP Memória
Aumentam mortes por afogamento na virado do ano no RS
Crédito: André Ávila / CP Memória

O número de mortes por afogamento, de acordo com a operação Golfinho, foi cinco vezes maior em comparação à virada do ano de 2012 para 2013. Também houve incremento de 162% na comparação do feriadão de Natal de 2013 com o do Ano-Novo deste ano, no Estado. Pelo menos 14 pessoas morreram afogadas no mar, em rios, lagoas ou açudes. Segundo dados da Golfinho, no feriado de Natal, entre 20 e 25 de dezembro do ano passado, ocorreram 130 resgates. Já no feriado de Ano-Novo, de 27 de dezembro de 2013 a 1º de janeiro deste ano, aconteceram 321 resgates de banhistas.

Para a coordenação da operação Golfinho, um dos principais fatores que contribuíram para o aumento significativo das situações que exigiram o trabalho de salva-vidas é a imprudência dos banhistas, seja no mar ou em águas internas. O coordenador-geral da Golfinho, coronel Silanus Mello, reforça a recomendação sobre cuidados que devem ser considerados, sobretudo em áreas onde não há salva-vidas. "A orientação da Brigada Militar é para que as pessoas evitem tomar banho em águas desguarnecidas por salva-vidas", alertou Mello.

"Se a opção for pelo banho, mesmo sem a proteção, pedimos que as pessoas se certifiquem das condições de segurança, como reconhecimento da profundidade e da ausência de correnteza no local onde vão se banhar", salientou o coordenador-geral da Golfinho. Mello também faz um alerta para os banhistas, que têm o hábito de se arriscar. O oficial aconselha estas pessoas a não excederem seu limite ao entrar na água e a procurarem não estar sozinhas ao entrar no mar.

Se por um lado a operação Golfinho registrou grande elevação na quantidade de intervenções, por outro obteve o registro de apenas uma morte ocorrida em balneários cobertos por salva-vidas. O afogamento aconteceu no início da manhã do dia 1º de janeiro, em Tramandaí. O adolescente Roger Martins, 16 anos, desapareceu ao entrar no mar com amigos, por volta das 6h. O corpo foi encontrado cerca de três horas mais tarde. As outras 13 mortes ocorreram em águas internas, como rios, arroios, açudes, lagoas e barragens. Somadas ao afogamento do jovem em Tramandaí, tem-se um aumento - 14 - nas mortes por afogamento neste feriadão de Ano-Novo. Na virada de 2012 para 2013, morreram três pessoas.

Outro perigo são os balneários de águas internas. Nestes ambientes, conforme a Brigada Militar, o cuidado deve ser redobrado por conta da inexistência de salva-vidas e também pela condição de muitos dos locais estarem situados distante de perímetros urbanos ou de acesso rápido a serviços de emergência.

Na semana passada, a Polícia Civil confirmou a morte de um homem por afogamento no Rio Gravataí, quando nadava na chamada prainha do Passo das Canoas, no município, situado na região Metropolitana. A vítima, identificada como Valdinei Cardoso dos Santos, 42 anos, foi vista por ribeirinhos nadando sozinha pela manhã de 27 de dezembro. Seu desaparecimento foi registrado na mesma manhã, e o corpo foi localizado à tarde.

Aquele trecho do Gravataí, de acordo com a Polícia local, é caracterizado pela forte presença de buracos produzidos pela correnteza e de emaranhados de vegetação, que podem prender o corpo de quem mergulha. As dicas de segurança são as mesmas recomendadas aos banhistas que entram no mar.

Dicas dos salva-vidas

• Preserve sua vida: banhe-se em horário e local protegido por salva-vidas, respeitando as bandeiras de sinalização;
• Respeite seus limites na água. Lembre-se: água no umbigo, sinal de perigo!
• Não entre no mar sob efeito de bebidas alcoólicas ou logo após as refeições;
• Tenha sempre atenção com as crianças. Nunca as deixem sozinhas na praia;
• Evite mergulhar em locais desconhecidos;
• Evite banhar-se em locais de risco, tais como águas profundas, próximo a pedras, plataformas, locais com repuxos;
• Não permaneça na praia em dias de tempestades, pois há risco de morte por raios;
• Tenha cuidado ao usar objetos flutuantes (boias, pranchas, etc), pois podem ser facilmente arrastados pelas correntes para águas profundas;
• Não pratique esportes náuticos ou pesca em horários e áreas de banho.

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Fonte: Luiz Sérgio Dibe / Correio do Povo







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