Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 04/01/2014
  • 13:51
  • Atualização: 13:53

Al-Qaeda controla totalmente a cidade iraquiana de Fallujah

Local foi reduto de insurreição após tomada de poder pelos EUA em 2003

Al-Qaeda controla totalmente a cidade iraquiana de Fallujah | Foto: AFP / CP

Al-Qaeda controla totalmente a cidade iraquiana de Fallujah | Foto: AFP / CP

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  • AFP

Milicianos vinculados à Al-Qaeda assumiram o controle total neste sábado da cidade iraquiana de Fallujah. Ofensiva ocorreu dias depois do início dos confrontos provocados pelo desmantelamento de um acampamento de opositores ao primeiro-ministro xiita, Nuri al- Maliki, na província sunita de Al-Anbar.  O grupo extremista  designou um governo para o local declarado "estado islâmico" pelo Estado Islmico do Iraque e do Levante (EIIL).

Fallujah e Ramadi foram os redutos da insurreição que se seguiu à invasão americana do Iraque em 2003. Nesta província, os Estados Unidos perderam um terço de suas tropas no Iraque. 

Não há sinais da presença das forças de segurança e nem de milícias opostas ao grupo extremista nas ruas. Nos arredores da cidades são registrados combates esporádicos. O fornecimento de energia elétrica está completamente suspenso e há falta de combustível na região.

Ao menos 32 civis e 71 combatentes da Al-Qaeda morreram na sexta-feira em confrontos em Fallujah e Ramadi (100 km ao oeste de Bagdá), segundo fontes do ministério do Interior. Os combates entre os insurgentes e as forças de segurança começaram na segunda-feira em Ramadi após o desmantelamento do acampamento de opositores ao governo, que o chamou de "antro da Al-Qaeda". A violência rapidamente se espalhou para a cidade vizinha da Fallujah.

De acordo com uma testemunha, centenas de homens armados realizaram a tradicional oração da sexta-feira no centro da cidade. Vários deles carregavam bandeira das Al-Qaeda em Fallujah.

Dois anos depois da retirada dos últimos soldados americanos, em dezembro de 2001, Al-Anbar volta a ser palco de um aumento do poder dos extremistas. Desde então, Bagdá tenta enfrentar os insurgentes, inflamados pelo conflito na vizinha Síria, e o descontentamento da comunidade sunita. A província de maioria sunita de Al-Anbar é há um ano epicentro de uma contestação ao primeiro-ministro, um xiita acusado de marginalizar os sunitas.



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