Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 04/01/2014
  • 16:23
  • Atualização: 16:39

Morre menino que ficou com braço preso em ralo de piscina, em Goiás

Vítima chegou a ser internada em hospital de Brasília, mas não resistiu

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Depois de se afogar por ter o braço sugado pelo ralo de uma piscina em Caldas Novas (GO), um garoto de 7 anos morreu na madrugada deste sábado. O brasiliense Kauã Davi de Jesus Santos viajou com a família para passar a virada do ano em um hotel na cidade goiana, onde sofreu o acidente no dia 1º de janeiro - data do aniversário de sua mãe. Em seguida, ele foi transferido a um hospital particular em Brasília, onde passou três dias internado. Mesmo após tentativas de reanimação na Unidade de Terapia Intensiva, teve falência de múltiplos órgãos às 5h de hoje.

Segundo relatos da família, o garoto estava em uma piscina infantil, ao lado da avó, quando teve o braço sugado pelo ralo de sucção, que estava sem a grade de proteção. "O braço dele entrou no ralo e não conseguiram retirar. O braço dele serviu de tampão", contou o tio da criança. "Ele sabia nadar, não foi um afogamento normal." O garoto ficou submerso por mais de 5 minutos, de acordo com a família.

Os pais do garoto devem entrar na Justiça contra o Condomínio Residencial Privé das Thermas. Os familiares reclamam das condições de segurança do hotel e afirmam que os funcionários, inclusive, dificultaram a entrada da polícia no local. "Não tinha nenhum tipo de estrutura", afirmou o tio.

Segundo ele, o garoto foi socorrido por hóspedes, na falta de brigadistas. "Não foi fatalidade, foi negligência", disse. Procurada pela reportagem, a equipe do Condomínio Residencial Privé das Thermas informou que passaria uma nota de esclarecimento à imprensa na tarde de sábado.


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