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04/01/2014 18:38 - Atualizado em 04/01/2014 19:22

Cerro do Botucararaí tem três novas marcas de deslizamentos

Grupo tenta conservar vegetação e características do morro isolado mais alto do RS

Grupo tenta conservar vegetação e características do morro isolado mais alto do RS<br /><b>Crédito: </b> Bruno Pedry/Gazeta do Sul/CP
Grupo tenta conservar vegetação e características do morro isolado mais alto do RS
Crédito: Bruno Pedry/Gazeta do Sul/CP
Grupo tenta conservar vegetação e características do morro isolado mais alto do RS
Crédito: Bruno Pedry/Gazeta do Sul/CP

Os viajantes que trafegam pela RSC 287 nas últimas semanas constatam as marcas de três novos pontos de desmoronamentos no Cerro do Botucaraí, em Candelária. Considerado o morro isolado mais alto do Estado, com 570 metros de altura, o local expõe as cicatrizes de um incêndio que atingiu a parte Leste em 1991 e que provavelmente acarretou deslizamentos de terra em 2009 e 2011. Neste ano, o volume elevado de chuva registrado entre os dias 11 e 12 de novembro abriu novamente a ferida entre a vegetação da área.

A situação preocupa o Grupo de Apoio, Ações e Ideias Ambientais (Gaaia), criado em setembro de 2009 para acompanhar as mudanças no relevo do Cerro do Botucaraí. Um dos coordenadores, Marcelo Coimbra, trabalha no ramo de manutenções, mas divide seu tempo para proteger voluntariamente o local. Segundo ele, o incêndio registrado no início dos anos 1990 durou três dias, até ser contido por bombeiros. “O fogo, ao que tudo indica, causou o esgotamento do solo, prejudicando a proteção para as raízes das árvores. Não somos especialistas, mas estamos sempre atentos e nos informando sobre esses sinais”, explica.

Um dos novos deslizamentos identificados pelo Gaaia mede 68 metros de comprimento por oito de largura, enquanto os outros dois têm cerca de 30 metros de comprimento por 12 de largura. O três estão localizados a Nordeste do morro. Nos anos anteriores, a proporção dos desmoronamentos foi ainda maior. Em agosto de 2009, também devido ao excesso de chuva, ocorreu o charco da parte Leste, onde, sem estrutura devido à queimada, o solo deslizou de cima de uma rocha atingindo 220 metros de comprimento por 25 de largura. Em abril de 2011, o enfraquecimento das raízes resultou em deslizamento de 50 metros de comprimento por 25 de largura.

Na época, o grupo realizou o plantio de forrageiras para tentar recuperar e encobrir as áreas danificadas. “A tentativa foi intensa, mas o resultado até hoje não foi satisfatório”, reconhece Coimbra. No período da criação, em 2009, o Gaaia tinha 12 integrantes que frequentavam o local e observaram a necessidade de garantir proteção à natureza. Conforme Coimbra, a ideia era criar uma ONG, mas, além do custo para registro, havia necessidade de pessoas que se dedicassem integralmente ao trabalho. “Isso fez com que se abortasse a ideia, mas mantivemos o grupo. Hoje estamos em três pessoas que participam ativamente das ações”, conta.

Pelo menos uma vez por mês, os integrantes realizam monitoramento e divulgam informações sobre a situação do morro num blog. Nas Sextas-Feiras Santas, quando o local é visitado por milhares de pessoas, a equipe também distribui lixeiras e junta o material que fica na trilha para evitar acúmulo de resíduos sólidos. Além disso, contabiliza e tabela as espécies de animais do local.


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Fonte: Correio do Povo






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