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07/01/2014 20:05 - Atualizado em 07/01/2014 20:14

Nordestão impulsiona prática do kitesurf no Litoral Norte

Lamentado pelos banhistas gaúchos, vento também não incomoda veraneio dos argentinos

Nordestão impulsiona prática do kitesurf no Litoral Norte<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Nordestão impulsiona prática do kitesurf no Litoral Norte
Crédito: Tarsila Pereira
Nordestão impulsiona prática do kitesurf no Litoral Norte
Crédito: Tarsila Pereira

O kitesurf é um esporte que conquista cada vez mais adeptos nas praias gaúchas. O Nordestão, sempre fruto de reclamação dos banhistas, é um aliado do esporte, que utiliza uma prancha de surf e uma pandorga. “Quanto mais vento, melhor. O ideal seria ainda mais vento, mas está dando para fazer umas manobras”, relata o engenheiro Fernando Herwig, 46, que pratica o kitesurf há dez anos.

Inventado por franceses na década de 1980, o esporte ganhou popularidade no Brasil. O praticante, com a pipa presa à cintura, fica em cima da prancha e, sobre a água, é impulsionado pelo vento. Com a força do vento, o esportista desliza sobre a água realizando saltos e outras manobras radicais. “O esporte tem manobras parecidas com as do surf. Quando o mar está baixo, usamos a pandorga ao invés de remar e, quando não tem vento, surfamos apenas com a prancha”, revela Herwig.

Morador de Porto Alegre, ele veraneia em Atlântida. O engenheiro conta que o esporte é uma atividade de lazer. “Já participei de competições, mas atualmente é apenas diversão. Meus filhos também são adeptos do esporte. Geralmente, pegamos onda juntos”, afirma.

O vento também não preocupa os turistas argentinos que começam a chegar ao Litoral Norte para a temporada de verão. Sem se importa, os hermanos destoam dos veranistas brasileiros, que preferem ficar debaixo de guarda-sóis. Os argentinos não são adeptos do acessório e alguns dispensam até a cadeira. Na água rasa, as crianças brincam entusiasmadas com a areia. Os primos Yan, 9, Tom, 5, e Uma Schuster, 2, e Mora, 6, e Máximo Alexander, 4, puxavam uns aos outros em uma prancha. “Viemos para o revellion. Estamos em Capão da Canoa, mas gostamos muito de Atlântida. É uma praia mais tranquila”, afirma o turista de Buenos Aires, Hernan Schuster, 41, que cuidava dos filhos e sobrinhos.

Sem fazer o uso do guarda-sol, o casal Maria Mercedes, 39, e Cesar Fabian, 46, também aproveitou a praia brincando na areia de Capão da Canoa com a filha, Nicole, 5. Fabian destaca que o vento não atrapalha. “O dia está lindo.! Venho para cá desde pequeno e, agora, trouxemos nossa filha, além da minha sogra e cunhada, que estão aqui pela primeira vez”, conta o marido. Para Maria, a hospitalidade do povo brasileiro é um dos diferenciais do litoral gaúcho. “São todos muito amáveis”, elogia.

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Fonte: Halder Ramos / Correio do Povo






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