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08/01/2014 08:05 - Atualizado em 08/01/2014 08:15

Vestibulando é assaltado dois dias consecutivos

Estudante de Pouso Novo faz provas em Porto Alegre

Vestibulando é assaltado dois dias consecutivos<br /><b>Crédito: </b> Ricardo Giusti
Vestibulando é assaltado dois dias consecutivos
Crédito: Ricardo Giusti
Vestibulando é assaltado dois dias consecutivos
Crédito: Ricardo Giusti

"Minha mãe pediu que eu fosse embora e desistisse do vestibular", contou, nessa terça-feira, o estudante de Pouso Novo, Willian Spengler, 18 anos, vítima de assalto na segunda e nessa terça. Ele e outro colega de Estrela, Tawan Sunahara, 17, também assaltado ontem, realizam as provas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), no Colégio Marista São Pedro, no bairro Floresta. Os roubos ocorreram nas redondezas da instituição, nas avenidas Farrapos e Cristóvão Colombo. "Amanhã (hoje), meu cunhado, que é ex-policial, vai nos levar e buscar porque não tem mais o que entregar para os bandidos", diz Spengler.

No primeiro dia em que foi assaltado, o pouso-novense voltava para a casa sozinho, por volta das 11h, e foi abordado por dois homens. Eles o ameaçaram com uma faca e levaram o celular, a mochila com um tablet e R$ 20. Ontem à tarde, para aliviar o estresse da maratona de provas, Spengler e Sunahara decidiram ir ao Shopping Total. Na Cristóvão Colombo, um homem, se dizendo armado, exigiu os celulares dos jovens. "Além de terem levado o meu telefone no dia anterior, roubaram o outro, que eu havia pego emprestado", reclamou.

Os estudantes relatam ter notado a presença do assaltante pela manhã, à espreita dos vestibulandos, que ingressavam no Colégio Marista. Spengler calcula um prejuízo de R$ 1 mil, somando os dois celulares, o tablet e a mochila. "Agora, mesmo se eu passar no vestibular, não venho morar aqui", garantiu o jovem, afirmando não ter visto viatura da BM no entorno do colégio.

O fiscal de serviço do 9°Batalhão de Polícia Militar (BPM), que se identificou como sargento Dos Santos, disse que é de praxe intensificar o patrulhamento em eventos como o vestibular, mas lembrou existir toda a demanda da cidade a ser atendida. 'As pessoas têm que ligar para o 190 se não verem viaturas'.

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Fonte: Cíntia Marchi / Correio do Povo






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