Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 08/01/2014
  • 09:46
  • Atualização: 10:18

Julgamento de Mohamed Mursi é adiado para fevereiro

Condições meteorológicas impediram transferência do presidente deposto do Egito

Presidente deposto ainda tem apoiadores nas ruas | Foto: Khalil Mazkraawi / AFP

Presidente deposto ainda tem apoiadores nas ruas | Foto: Khalil Mazkraawi / AFP

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O tribunal do Egito adiou nesta quarta-feira para 1º de fevereiro o julgamento de Mohamed Mursi, por incitação ao assassinato de manifestantes. A alegação para o adiamento foi de que "as condições meteorológicas" impediram a transferência do presidente deposto em julho pelo exército.

O primeiro chefe de Estado eleito democraticamente no Egito já havia comparecido no dia 4 de novembro ante um tribunal situado na academia de polícia do Cairo, onde denunciou um julgamento político, reiterou que era o presidente do país e recusou a legitimidade dos juízes.

"Devido às condições meteorológicas, Mohamed Mursi não pôde ser transferido. Desta forma, o julgamento foi adiado para o dia 1º de fevereiro", declarou o juiz Ahmed Sabry Yusef, que presidiria a audiência desta quarta-feira.

Mohamed Mursi seria levado de helicóptero da prisão de Alexandria, no norte do país, onde está detido desde 3 de julho passado, data em que foi destituído pelo exército. A polícia considerou que não havia visibilidade suficiente para o voo de helicóptero, mas alguns habitantes relataram que o céu estava limpo e que não chovia na cidade, assim como no Cairo.

Mursi pode ser condenado à morte, assim como outros 14 acusados, ex-líderes do governo e membros da Irmandade Muçulmana, confraria à qual pertence o presidente islamita. Depois do golpe de Estado que derrubou Mursi, a organização da Irmandade Muçulmana foi declarada terrorista.

Desde 14 de agosto, quando policiais e militares mataram mais de 700 manifestantes que exigiam o retorno de Mursi à presidência, as manifestações de seus partidários têm sido reprimidas com violência. Mais de mil manifestantes islamitas morreram vítimas da repressão desde o golpe de Estado. Também foram registradas dezenas de mortes entre as forças de segurança, segundo o governo.

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