Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 09/01/2014
  • 12:14

Alemanha vai destruir primeiro carregamento de armas químicas da Síria

Material será incinerado após chegar ao país europeu

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  • Agência Brasil

A Alemanha vai destruir parte das armas químicas do regime sírio de Bashar Al Assad no âmbito do processo que decorre sob a supervisão das Nações Unidas (ONU), disse nesta quinta o chefe da diplomacia alemã, Frank-Walter Steinmeier. A Sociedade para a Eliminação de Armas Químicas, Resíduos e Armamento (Geka, na sigla em alemão), em Munster, no Norte do país, ligada ao Ministério da Defesa, está encarregada de destruir os primeiros produtos químicos pertencentes ao arsenal sírio, que está sendo desmantelado.

De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, o gás mostarda vai ser recebido nos navios de guerra norte-americanos que estão no Mar Mediterrâneo, responsáveis pela decomposição do armamento - a primeira fase do processo de destruição do material. Em seguida, o material decomposto, inicialmente pela Marinha de Guerra dos Estados Unidos, vai ser enviado para a Alemanha, onde será incinerado. “Todos os que têm a capacidade técnica para o fazer não podem negar-se a atuar”, disse Steinmeier.

Segundo ele, a destruição do armamento químico significa um primeiro passo para apaziguar o conflito sírio. Da mesma forma, a ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, disse, em comunicado, que o processo de paz na Síria é uma tarefa internacional.

“A Alemanha dispõe de tecnologia segura e de uma grande experiência na destruição de restos de armas químicas”, observou a ministra, em nota. Ela defendeu ainda o envolvimento da Alemanha em todo o processo que vai contribuir de forma “valiosa” para o processo de paz.

Na terça, foi retirado da Síria o primeiro carregamento de materiais químicos, conforme anunciou a coordenadora da missão internacional chefiada pela ONU, Sigrid Kaag. O carregamento saiu do Porto sírio de Latakia, a bordo de um navio comercial dinamarquês que foi escoltado por unidades navais da Dinamarca, Noruega e Síria.

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