Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 09/01/2014
  • 17:42
  • Atualização: 00:01

Cerca de 50 obras públicas ainda serão analisadas na Operação Kilowatt

Oito foram detidos para investigações da Polícia Civil

Polícia Civil ainda investigará cerca de 50 obras públicas | Foto: Samuel Maciel

Polícia Civil ainda investigará cerca de 50 obras públicas | Foto: Samuel Maciel

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  • Correio do Povo

O diretor do Deic, delegado Guilherme Wondracek, assegurou que as investigações da Operação Kilowatt vão prosseguir a partir da apreensão dos documentos com os investigados. Durante o trabalho investigativo, lembrou, os delegados Joerberth Nunes Pinto e Daniel Mendeslki Ribeiro haviam pedido 16 mandados de prisão, sendo concedidos apenas os oito que foram cumpridos na manhã desta quinta-feira. Em torno de 50 outras obras públicas estaduais, ligadas às empresas suspeitas, serão examinadas em um segundo momento para verificar se possuem irregularidades parecidas.

Todo o trabalho policial da Delegacia Fazendária foi realizado sob rigoroso sigilo e, nos últimos dias que antecederam a deflagração da operação Kilowatt, os agentes monitoraram dia e noite os oito suspeitos para que a prisão deles tivessem êxito.

O delegado Guilherme Wondracek garantiu que, até o momento, ninguém com foro privilegiado está sendo investigado, mas apenas servidores públicos. O diretor do Deic acrescentou ainda não é alvo nenhum dos órgãos públicos estaduais em que o esquema criminoso teria ocorrido, como a Secretaria de Obras, Públicas, Irrigação e Desenvolvimento, Secretaria da Saúde e a Secretaria da Educação.

Polícia pede bloqueio dos bens dos investigados

Após a deflagração da Operação Kilowatt, a Polícia encaminhou à Justiça um pedido de bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, incluindo imóveis e veículos. A medida ocorre visando um eventual ressarcimento dos prejuízos ao erário público. Todos os servidores estão sendo afastados de seus cargos. O inquérito tem 30 dias para ser concluído. Os suspeitos poderão ser indiciados por corrupção ativa e passiva, peculato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e crime licitatório.

Uma das fraudas comprovadas pela operação ocorreu na Escola Fundamental Professor Oscar Pereira, em Porto Alegre. Em desacordo com o contrato firmado, apenas a beirada do telhado da escola foi trocado. Além de o telhado ter sido reformado parcialmente, o material usado na cobertura teria sido de fibrocimento, cujo valor é mais barato, ao invés de telhas coloniais previstas no serviço.



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