Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 09/01/2014
  • 23:15
  • Atualização: 23:32

Japão planeja provocar mini-fusão nuclear para entender Fukushima

Teste em laboratório vai simular desastre atômico após tsunami de 2011

Teste em laboratório vai simular desastre atômico após tsunami de 2011 | Foto: AFP

Teste em laboratório vai simular desastre atômico após tsunami de 2011 | Foto: AFP

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Cientistas japoneses informaram, nesta quinta-feira, que planejam provocar uma fusão experimental controlada do núcleo de um reator atômico. A intenção é entender melhor o acidente ocorrido em 2011, na usina elétrica de Fukushima, e poder agir adequadamente em outro acidente atômico grave.

A Agência Japonesa de Energia Atômica pretende usar uma espécie de modelo reduzido de reator no qual provocaria uma falha, na instalação de pesquisas de Tokaimura, ao norte de Tóquio. "Queremos estudar exatamente como ocorrem estas fusões e tirar conclusões para melhorar o modo de enfrentar possíveis acidentes graves", explicou um porta-voz da Agência.

Trata-se de entender melhor a reação do combustível dos três reatores de Fukushima, nos quais se registrou uma fusão do núcleo após o tsunami de março de 2011, que deixou a usina sem sistema de resfriamento, causando o que se considera o pior acidente atômico desde Chernobyl (Ucrânia), em 1986. O projeto pode ser lançado entre 1º de abril e o final de março de 2015, indicou o porta-voz, afirmando que é uma primeira experiência deste tipo no Japão, mas que países como a França ou os Estados Unidos realizaram testes comparáveis.

As autoridades não tinham previsto uma catástrofe como a de março de 2011. Desde então, adotaram disposições mais severas em matéria de segurança dos reatores. No começo de dezembro, especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) enalteceram os esforços e os avanços feitos em Fukushima, mas destacaram que "continua havendo questões muito difíceis que devem ser resolvidas para (garantir) a estabilidade a longo prazo da usina".

No que diz respeito às "crescentes quantidades de água contaminada no local", um dos maiores problemas na central, a AIEA propôs não descartar "a possibilidade de lançá-la ao mar respeitando os limites de contaminação autorizados", uma ideia à qual se opõem de forma taxativa os pescadores locais, os países vizinhos e os grupos ambientais.


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