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10/01/2014 16:31 - Atualizado em 10/01/2014 18:51

Empresa investigada na Kilowatt teria mais de 140 obras no RS

Com valor de R$ 12 milhões, seis contratos encontram-se sob suspeita

Uma das três empresas investigadas na operação Kilowatt, da Delegacia Fazendária do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, teria mais de 140 obras já executadas ou em andamento com o Estado. O número ultrapassa a estimativa inicial de que seriam em torno de 50 obras envolvendo as três empresas sob suspeita. Todos os contratos vão exigir uma profunda análise, em uma etapa posterior, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades. O trabalho deverá ter a participação da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além das secretarias estaduais relacionadas.

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A operação Kilowatt, realizada na manhã de quinta-feira, resultou em oito prisões temporárias, sendo quatro servidores públicos e quatro empresários dos setores da construção civil e energia elétrica. Já uma nona detenção ocorreu devido ao flagrante de dois revólveres, calibres 32 e 28, durante os cumprimentos dos mandados de busca e apreensão, mas a pessoa pagou fiança e foi liberada.

Na noite de quinta-feira, na sede do Deic, em Porto Alegre, uma empresária e uma servidora pública prestaram depoimentos e foram liberadas. Já na madrugada desta sexta foram soltos um empresário e um servidor público também após as oitivas. 

A Defaz do Deic apura, desde fevereiro do ano passado, um suposto esquema envolvendo superfaturamento e fraude em licitações, além de inexistência da obra contratada ou de sua execução parcial. Seis obras, no valor total de R$ 12 milhões, encontram-se sob suspeita. Elas foram realizadas em 2008 e 2009 na Fundação Estadual de Produção e Pesquisa (Fepps) e na Escola Estadual Oscar Pereira, em Porto Alegre, e no Instituto Estadual Parque do Trabalhador, em São Leopoldo.

O diretor do Deic, delegado Guilherme Wondracek, explicou que as prisões temporárias dos investigados foram necessárias para que os agentes da Defaz pudessem apreender documentos sem a interferência dos suspeitos e evitar também que os depoimentos fossem “acertados” caso recebessem apenas intimações para prestar esclarecimentos na delegacia. 

A operação Kilowatt foi deflagrada em Porto Alegre, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Nova Petrópolis, Canela e Ivoti, além de Campinas e Limeira, em São Paulo. Cerca de 150 policiais civis em 40 viaturas, foram mobilizados, sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão e outros oito mandados de prisão temporária. Inicialmente, a Defaz havia pedido 16 mandados de prisão, mas a metade não foi deferida pelo Judiciário. Os suspeitos tiveram seus bens bloqueados, como imóveis e veículos, e contas bancárias congeladas, pela Justiça, ao longo do trabalho investigativo.



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Fonte: Correio do Povo






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