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11/01/2014 20:39 - Atualizado em 11/01/2014 20:59

Indefinições de alianças travam campanha no Estado

Complexidade do cenário político nacional impede decisões de siglas sobre eleição a governador

A pressão do Planalto sobre os aliados nos estados, a aproximação de PSB e PSDB em grandes colégios eleitorais e as divergências internas em grandes e pequenas siglas estão adiando o fechamento de alianças no RS. Devido à complexidade do quadro, grandes partidos passaram a protelar suas decisões. O governador Tarso Genro (PT) começou a impor condições para a candidatura à reeleição. O PP jogou a definição para o mês de abril e o PMDB continua dividido.

A situação do PP resume um pouco do quadro eleitoral gaúcho. Nacionalmente, o partido reivindica uma participação maior no governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Em troca, o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PP/PI), promete o apoio à reeleição de Dilma. “Ele terá que saber se pode entregar tudo o que promete, porque o PP gaúcho é oposição tanto ao governo estadual como ao federal. Já explicamos a ele esta questão”, reafirma o presidente do PP/RS, Celso Bernardi. No Estado, o PP negocia tanto com o PSDB como com o PSB. O PSDB procura palanque para a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência e o PSB para a do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Bernardi diz que no PP Aécio e Campos estão em “empate técnico”. Mas, após os casos de São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Paraná, a possibilidade do chamado apoio duplo de presidenciáveis a uma candidatura do PP ao governo, mesmo que inusitada, é levada em conta. Nela, a senadora Ana Amélia (pré-candidata ao governo) daria palanque tanto para Aécio como para Campos. “Se pudermos apoiar um dos candidatos e ter uma convivência pacífica com o outro, faremos isso. E se a nossa candidatura ao governo puder ter o apoio dos dois partidos, será excelente”, projeta Bernardi.

O PSDB vê a possibilidade com ressalvas. “Estamos procurando alternativas sempre com foco para a candidatura do Aécio e, se for preciso, lançaremos candidato próprio ao governo. Aqui uma composição com o PSB é difícil”, informa a líder da bancada do PSDB na Assembleia, deputada Zilá Breitenbach. Já o líder da bancada do PSB, deputado Miki Breier, deixa a questão em aberto. “Em São Paulo há história antiga de aproximação entre PSDB e PSB. Aqui estamos em campos opostos. Se bem que, em 2014, o que nos aproxima é que estamos no bloco de oposição ao governo Tarso.”

Marina veta aproximação com PP

As dificuldades para que PP e PSB fechem de fato uma aliança no RS vão além daquelas representadas pelos palanques nacionais. Integrantes da Rede de Sustentabilidade, que em outubro do ano passado filiaram-se ao PSB após terem seu registro como partido negado pelo Tribunal Superior Eleitoral, não admitem a coligação com os progressistas.

“Não existe a possibilidade de aproximação da Rede com o PP e nem com o PSDB. São coligações que não fazem sentido e que podem comprometer o projeto político nacional da terceira via, que foi o que levou a aproximação da Rede com o PSB. A Rede não vai estar em um projeto que inclua o PP porque para nós o programa é de coerência, não de discurso”, explica Montserrat Martins, uma das lideranças da Rede no RS.

Sônia Bernardes, que também está à frente da Rede no Estado, assinala que em reunião no mês passado com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o presidente do PSB gaúcho, deputado Beto Albuquerque, a ex-senadora Marina Silva deixou claro o posicionamento contrário a uma aliança com o PP no RS. Marina deve ser indicada vice na chapa de Campos, e o PSB pretende que o anúncio ocorra o quanto antes, mas os cenários locais complicam a situação. 

Governador do PSB no Piauí exonera petistas

O governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), exonerou nos primeiros dias do ano os seis petistas que ocupavam cargos no primeiro escalão do governo. O movimento foi interpretado pela direção nacional do PT como mais um passo no processo nacional de ruptura com o partido por conta da disputa presidencial de outubro deste ano.

Foram exonerados os secretários de Justiça, Cidades, Assistência Social e da Pessoa com Deficiência, além dos presidentes da Fundação Cultural do Estado e da Agência de Fomento do Estado. Martins costura aliança com o PSDB para a disputa pelo governo piauiense contra o senador Wellington Dias (PT). 


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Fonte: Flávia Bemfica / Correio do Povo







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