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12/01/2014 21:55 - Atualizado em 12/01/2014 22:13

Acordo sobre programa nuclear do Irã começa a operar em 20 de janeiro

País se comprometeu a congelar atividades por levantamento de sanções do Ocidente

O acordo alcançado entre o Irã e as grandes potências no fim de novembro sobre o programa nuclear será aplicado a partir de 20 de janeiro, anunciou neste domingo o ministério das Relações Exteriores daquele país. A informação foi divulgada pelo porta-voz do ministério, Marzieh Afjam. O acerto alcançado em Genebra estabelece um congelamento durante seis meses de algumas atividades nucleares do Irã em troca de um levantamento parcial das sanções impostas pelo Ocidente.

Na noite deste domingo, um funcionário americano informou que o Irã obterá no começo de fevereiro o primeiro desembolso de US$ 550 milhões dos US$ 4,2 bilhões que serão desbloqueados. "O calendário começa em 1º de fevereiro e os pagamentos serão distribuídos em partes iguais durante os 180 dias", detalhou um funcionário.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou neste domingo que o acordo sobre o programa nuclear iraniano entre Teerã e as grandes potências será aplicado a partir de 20 de janeiro, como anunciou pouco antes o ministro iraniano das Relações Exteriores. "Comemoro este avanço importante, e vamos a partir de agora nos concentrar no trabalho crucial de obter uma resolução exaustiva que leve em conta nossas inquietações relacionadas ao programa nuclear iraniano", declarou Obama.

"Não tenho ilusões quanto à dificuldade em alcançar este objetivo, mas em nome da segurança nacional e mundial, chegou a hora de dar uma oportunidade à diplomacia", pontuou o presidente americano. Os representantes iranianos e da União Europeia (UE) chegaram a uma resolução nesta sexta-feira em Genebra sobre a aplicação do acordo temporal que precisava de ratificação por parte dos países signatários e de decisão da data de início para sua aplicação, segundo os negociadores.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, negociou com o Irã em nome do grupo 5+1 (China, Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e França, mais a Alemanha). O acordo entre o grupo 5+1 e Teerã prevê uma limitação no enriquecimento de urânio no Irã a menos de 5% durante seis meses, um período no qual não haverão novas sanções econômicas para o país e parte das que são aplicadas atualmente serão retiradas.

A última rodada de negociações realizada em Genebra estava destinada a regular de forma política três questões pendentes. Uma das principais, segundo as fontes diplomáticas, se referia às últimas gerações de centrífugas iranianas para enriquecer urânio. O Irã possui atualmente mais de 19.000 centrífugas, das quais mil são de segunda geração e ainda não começaram a funcionar. Os países ocidentais e Israel suspeitam que o Irã tente levar adiante um programa para elaboração de uma bomba atômica, hipótese descartada pela República Islâmica, que garante que seu programa tem fins civis.


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Fonte: AFP






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