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13/01/2014 11:25 - Atualizado em 13/01/2014 11:30

Corpo de Sharon é sepultado na fazenda da família

Ex-primeiro-ministro de Israel morreu no sábado após oito anos em coma

Corpo de Sharon é sepultado na fazenda da família<br /><b>Crédito: </b> Menahem Kahana / AFP / CP
Corpo de Sharon é sepultado na fazenda da família
Crédito: Menahem Kahana / AFP / CP
Corpo de Sharon é sepultado na fazenda da família
Crédito: Menahem Kahana / AFP / CP

O corpo do ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, morto no sábado, foi enterrado nesta segunda-feira na fazenda de sua família localizada ao sul do deserto do Neguev. O político, de 85 anos, havia permanecido oito anos em coma.

Israel prestou hoje uma homenagem solene ao seu ex-premiê Ariel Sharon, destacando a incansável dedicação ao Estado hebreu de um de seus líderes políticos e militares mais capazes e controversos.Durante uma cerimônia diante do Knesset (Parlamento Unicameral) em Jerusalém, o presidente Shimon Peres e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prestaram uma emotiva homenagem ao "combatente", elogiado principalmente por seu papel durante a Guerra do Yom Kipur de outubro de 1973 e por sua "guerra contra o terrorismo".

Netanyahu se comprometeu a "defender firmemente os princípios" do general Sharon em relação à segurança de Israel. "O Estado de Israel seguirá todos os caminhos possíveis para impedir que o Irã fabrique a arma nuclear", reiterou o chefe de Governo. Sharon "foi o ombro no qual se apoiava a segurança do país", declarou Peres de pé na praça do Knesset, onde o caixão de Sharon, coberto pela bandeira de Israel, estava sobre um pedestal de mármore negro. "Nunca descansou no serviço de seu povo, enquanto defendia sua terra e a fazia florescer", acrescentou.

A cerimônia oficial contou com a presença da família, dos dois filhos e dos dois netos do ex-premiê, assim como de personalidades israelenses e estrangeiras e militares.  O vice-presidente americano, Joe Biden, lembrou Sharon como "um homem poderoso". "Era indomável", afirmou, elogiando sua valentia política ao levar adiante a retirada israelense da Faixa de Gaza em 2005. "O primeiro-ministro Sharon era um homem complexo (...) que viveu em uma época complexa em uma vizinhança complexa", explicou Biden.

Sharon, considerado um nacionalista inflexível ligado à desastrosa invasão do Líbano em 1982, quando era ministro da Defesa, surpreendeu como primeiro-ministro ao ordenar em 2005 a retirada israelense da Faixa de Gaza, ocupada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias (em 1967). Durante muito tempo foi considerado um pária político por sua responsabilidade pessoal indireta nos massacres de centenas de palestinos pelos falangistas cristãos libaneses, aliados de Israel, nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, em Beirute, em 1982.

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair lembrou Sharon como um indivíduo apaixonado por seu país. "Duro, mas tímido, indomável, mas um servo de seu povo", declarou Blair. "Foi um gigante em sua terra", sustentou. O general Sharon, apelidado de "o buldôzer", "deixou em seu caminho danos consideráveis, mas seu objetivo e sua motivação sempre eram claros", acrescentou Blair, que atualmente é o emissário do Quarteto para o Oriente Médio, formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU.

Junto a Blair, que utilizava um quipá preto, se encontrava o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, atualmente de visita oficial. A cerimônia começou com as orações judaicas para os mortos pronunciadas por um capelão militar e por um cantor do exército.

Segurança

Levando-se em conta a proximidade de Gaza, governada pelo movimento islamita palestino Hamas, o exército, os serviços de segurança e a polícia enviaram reforços à zona e elevaram seu nível de alerta por medo de disparos de foguetes. Cerca de 20 mil israelenses de todas as classes sociais passaram no domingo diante de seu caixão exposto em frente ao Parlamento. Muitos lembraram o carisma e a bravura do décimo primeiro chefe de Governo do Estado hebreu.

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Fonte: AFP






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