Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 17/01/2014
  • 16:48
  • Atualização: 17:06

Laudo comprova presença de bactérias em comida que intoxicou alunos

Mais de 30 crianças tiveram de ser internados após comer sanduíche de frango e suco de melão

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  • Camila Kila / Rádio Guaíba

Um exame do Laboratório Central do Estado (Lacen), solicitado pela Coordenadoria-Geral de Vigilância Sanitária de Porto Alegre, comprovou a contaminação de alimentos por uma bactéria no Colégio Israelita, onde mais de 30 crianças foram intoxicadas em dezembro. O laudo do Lacen apontou a presença de Staphylococcus Coagulase Positiva em sanduíches de frango e também em melões, utilizados para produção do suco que foi fornecido aos alunos como lanche.

• Intoxicação leva dezenas de crianças à emergência de hospital

A integrante da equipe de Vigilância em Alimentos, Paula Rivas, fala que o microorganismo é encontrado no meio ambiente e nas pessoas. Certas condições de conservação e manutenção podem fazer com que se prolifere e produza toxinas nos alimentos, causando intoxicação alimentar em quem os ingerir.

Conforme Paula, problemas de higiene, além de tempo de exposição e temperatura inadequadas podem ter contribuído para a ocorrência da doença na escola.

A pessoa intoxicada costuma apresentar sintomas como vômitos e diarréia, podendo apresentar desidratação. O tratamento consiste em reposição de líquidos e prescrição de medicamentos, de acordo com o quadro de cada paciente. Paula fala que normalmente a recuperação é rápida, mas que podem ocorrer agravamentos, como no caso de crianças e idosos.

No dia 16 de dezembro, 33 crianças com idades entre três e seis anos passaram mal após lanches adquiridos no bar do Colégio Israelita. Elas foram atendidas no hospital e liberadas após alguns dias.

Fiscais da Vigilância realizaram vistoria na escola após o ocorrido e encontraram produtos vencidos na cozinha. A escola interditou o bar, encerrou o contrato com o mantenedor e anunciou uma licitação para escolha do novo responsável pelo setor.

O titular da 10ª Delegacia da Capital, delegado Lauro Antônio dos Santos, espera o recebimentos dos laudos periciais e a coleta de depoimentos para concluir o inquérito sobre o caso. Ele ressaltou que o mantenedor do bar pode ser indiciado por vender alimentos em condições impróprias para consumo. A responsabilidade do colégio é apurada.

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