Correio do Povo

Porto Alegre, 29 de Agosto de 2014


Porto Alegre
Agora
17ºC
Amanhã
16º 27º


Faça sua Busca


Notícias > Internacional

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

18/01/2014 11:02 - Atualizado em 18/01/2014 11:03

Oposição síria ainda incapaz de decidir participação em conferência de paz

Encontro organizado pelos Estados Unidos e pela Rússia ocorrerá em Genebra

A oposição síria no exílio ainda não decidiu sobre uma eventual participação, na semana que vem, na conferência de paz Genebra II. No encontro, o regime de Damasco fez uma concessão e prometeu um cessar-fogo em Aleppo, no norte do país.

A apenas quatro dias do encontro organizado pelos Estados Unidos e pela Rússia, a presença da Coalizão Opositora na Suíça ainda é incerta devido às divisões internas. Inicialmente prevista para sexta-feira à tarde, a assembleia geral da Coalizão deve começar apenas na tarde deste sábado a portas fechadas em um hotel de um subúrbio de Istambul, indicaram seus membros.

O início das discussões foi adiado por longas horas de conversas entre a direção da Coalizão e um grupo de cerca de 40 integrantes que se recusa a participar dos debates, denunciando as condições da reeleição do presidente Ahmad Jarba, há dez dias. O debate em torno do envio de uma delegação a Montreux (Suíça) divide profundamente os integrantes da oposição moderada ao presidente Bashar al-Assad, influenciada por rivalidades que colocam em lados opostos seus dois principais financiadores, a Arábia Saudita e o Catar. Alguns opositores se recusam a se reunir com representantes de um regime que tentam derrubar a quase três anos.

"Fazer compromissos vai ser doloroso", alertou na sexta Munzer Aqbiq, conselheiro do presidente Jarba. Influenciado pela fiel aliada Rússia, o regime do presidente Assad já deixou claro que rejeita o afastamento do presidente. Mas aceitou fazer uma série de concessões "humanitárias". Depois de um encontro com seu homólogo russo Serguei Lavrov em Moscou, o chefe da diplomacia síria, Walid Mouallem, mencionou uma "troca de prisioneiros" e um plano prevendo "a suspensão de todas as ações militares" na região de Aleppo (norte).

Na sexta, o secretário de Estado americano, John Kerry, fez um alerta ao regime sírio para qualquer tentativa de "desviar o objetivo" de Genebra II. "Ninguém se deixará enganar", assegurou Kerry, ameaçando Damasco com uma "resposta muito mais forte". Também na sexta-feira, representantes da Turquia e do Catar, junto com integrantes da oposição e ocidentais, se reuniram em Ancara com quatro grupos rebeldes sírios, incluindo a Frente Islâmica, para tentar convencê-los da utilidade de Genebra II, indicou uma fonte diplomática. Uma nova reunião entre esses grupos está marcada para este sábado, na capital turca.

A conferência Genebra II tem como objetivo encontrar uma solução política que acabe com a guerra civil na Síria. O conflito deixou mais de 130 mil mortos e milhões de refugiados e deslocados desde março de 2011.

Bookmark and Share

Fonte: AFP






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.