Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 18/01/2014
  • 20:40
  • Atualização: 20:45

Inventário busca preservação histórica em São Leopoldo

Prefeitura pretende mapear imóveis e oferecer benefícios a proprietários para manter construções

Prefeitura pretende mapear imóveis e oferecer benefícios a proprietários para manter construções | Foto: Stephany Sander/Especial CP

Prefeitura pretende mapear imóveis e oferecer benefícios a proprietários para manter construções | Foto: Stephany Sander/Especial CP

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  • Correio do Povo

A partir desta segunda-feira, quando o orçamento para 2014 for aberto, a Prefeitura de São Leopoldo pretende lançar processo de licitação, por meio de inventário, a fim de contratar uma empresa que crie estudo para a zona de preservação histórica do município. A iniciativa, sob orientação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), visa mapear os imóveis históricos da cidade para que o Executivo possa oferecer benefícios aos proprietários das construções em troca da preservação.

O secretário adjunto de Gestão e Governo e vice-presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac), Cláudio Fuhrmann, explica que o inventário, feito por técnicos, agilizará processos de proteção. "Poderemos informar os proprietários que seus bens são de interesse de preservação histórica e terão benefícios ao conservar as construções, o que hoje não existe", destaca. O inventário, segundo o diretor do Museu Visconde de São Leopoldo, Márcio Linck, já representa um grande avanço para a cidade. "O documento vai apontar detalhes importantes de cada imóvel, além da justificativa e importância de preservação", explica.

Porém, enquanto o inventário não sai, a prefeitura tem buscado diálogo com proprietários, a fim de garantir que as fachadas passem constantemente por manutenções. O casarão de 1928, na rua Independência, que já foi sede de uma agência bancária, foi beneficiado com este acordo, entre proprietário e prefeitura, aprovado pelo Compac. A ação, segundo o promotor Ricardo Schinestsck, que havia solicitado a interrupção da demolição da edificação em abril de 2013, foi incluída no processo do imóvel. Assim, a obra foi retomada em dezembro e, mesmo parcialmente destruída, uma parte da estrutura será conservada.

“O que restou será preservado e adequado à obra. Todo seu volume será mantido, não só a fachada. Os processos de preservação não são só das fachadas, mas do máximo de volume da construção”, diz Fuhrmann. Atualmente, 133 imóveis constam na lista de interesse de preservação histórica, atualizado em outubro de 2012. Para o inventário, seis prédios foram excluídos.


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