Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 21/01/2014
  • 22:48
  • Atualização: 22:56

Síria afirma que governo de Assad é "intocável" nas discussões de paz

Representante na conferência da ONU na Suíça afirma que presidência é "linha vermelha"

Chefe da diplomacia, Walid Mouallem, quer discussões sobre terrorismo e não sobre ações anti-governo | Foto: Sana/AFP/CP

Chefe da diplomacia, Walid Mouallem, quer discussões sobre terrorismo e não sobre ações anti-governo | Foto: Sana/AFP/CP

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  • AFP

O destino do presidente Bashar al-Assad é "uma linha vermelha", alertou o chefe da diplomacia síria, Walid Mouallem, sobre as discussões diplomáticas em relação a seu país. Ele concedeu entrevista à agência governamental de notícias Sana, nesta terça-feira, antes de chegar a Montreux, na Suíça, onde será realizada conferência de paz da ONU.

"As questões do presidente e do regime são linhas vermelhas para nós e para o povo sírio, ninguém pode tocar na presidência", enfatizou Mouallem. Em suas declarações, ele destacou, porém, "o desejo da Síria de fazer essa conferência ser bem-sucedida, como primeiro passo que abra caminho para um diálogo sobre o território sírio para concretizar as aspirações do povo sem ingerência estrangeira, de qualquer parte que seja".

"Viemos a Genebra na esperança de chegar a uma posição síria e internacional unificada frente ao terrorismo que atinge a Síria e a região", completou. Sobre a exclusão do Irã dessa conferência, país aliado do regime sírio, Mouallem considerou um "grande erro". Mais de 130 mil pessoas já morreram em decorrência da guerra civil que atinge o país, com facções rebeldes tentanto derrubar o governo de Assad.


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