Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 24/01/2014
  • 23:30
  • Atualização: 23:57

BM não abordou mascarados para não gerar confronto, diz coronel

SSP havia orientado prender ativistas com rosto coberto que negassem identificação

Mascarados causaram depredações nessa quinta-feira | Foto: Fabiano do Amaral

Mascarados causaram depredações nessa quinta-feira | Foto: Fabiano do Amaral

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  • Lucas Rivas / Rádio Guaíba

A Brigada Militar deixou de adotar, efetivamente, as orientações do secretário de Segurança do Estado, Airton Michels, de prender mascarados em caso de negativa de identificação em passeatas, durante a manifestação ocorrida em Porto Alegre nessa quinta-feira. A medida foi autorizada no ano passado na tentativa de reprimir os atos de vandalismo praticados por uma minoria em meio aos protestos de rua. Na primeira manifestação do ano, organizada pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público, parquímetros, contêineres, fachadas de banco e de prédios públicos foram quebradas ou pichadas entre o fim da tarde e o início da noite.

De acordo com o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel João Diniz Prates Godoi, as abordagens não foram realizadas no início do protesto a fim de não gerarem outros atos de violência. “No momento da marcha, fazer qualquer ação no sentido de retirar essas pessoas ou fazer a inserção policial no meio da manifestação pode gerar atos de violência e de confronto”, avaliou.

O protesto terminou com três jovens presos e seis adolescentes apreendidos. A Brigada Militar destinou cerca de 80 PMs para monitorar a manifestação, que conforme a EPTC, reuniu 1,2 mil pessoas. O próprio comandante admite que com o monitoramento à distância os atos de vandalismo se repetem. Godoi defende, porém, que a legislação seja alterada, para coibir a participação de manifestantes detidos em protestos anteriores.

Polícia gaúcha serve de exemplo, diz ministro

Já o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou, nesta sexta-feira, em Porto Alegre, que postura da polícia gaúcha serve de exemplo. “Eu acho que aquilo que está ocorrendo aqui no Rio Grande do Sul é um referencial bom de comportamento adequado da polícia”, disse.

Na tarde deste sábado, mais um protesto, intitulado “Não vai ter Copa – Porto Alegre”, foi marcado pelas redes sociais, com mais de 2,1 mil pessoas confirmadas via Facebook, na página do evento.

• Vídeo da manifestação dessa quinta-feira



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