Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 25/01/2014
  • 10:13

Regime e oposição sírios se reúnem em Genebra

Primeira sessão a portas fechadas durou cerca de meia hora

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  • AFP

As delegações do regime sírio e da oposição se reuniram neste sábado em um sala da sede das Nações Unidas (ONU) em Genebra, na primeira tentativa de negociar diretamente uma solução para o conflito na Síria. Conforme o plano do emissário especial da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi, os dois grupos se encontraram no início da manhã para ouvir seu discurso de introdução. A reuniào foi realizada a portas fechadas, longe das câmeras e da imprensa.

Segundo uma fonte presente na sala do encontro, a primeira sessão durou cerca de meia hora, durante a qual Brahimi pronunciou seu discurso. A equipe de negociadores do regime é dirigida por Bashar al Jaafari, embaixador da Síria na ONU, e não o ministro sírio das Relações Exteriores Walid Mualem.

Os negociadores da oposição, por sua parte, são liderados por Hadi al Bahra. Na véspera, Brahimi conseguiu convencer as delegações do regime de Bachar al-Assad e da oposição a se sentarem à mesma mesa de negociações neste sábado. Sexta-feira foi marcada por ameaças de que Damasco deixaria Genebra, e teve um fracasso inicial.

A reunião prevista para a manhã de sexta – com a presença das duas delegações – foi cancelada de última hora. A justificativa foi a recusa da oposição de se sentar à mesma mesa que o ministro Muallem, enquanto o regime não aceitar o princípio de um governo de transição. A resposta do governo sírio não demorou a chegar. E Muallem ameaçou fazer as malas e partir, acusando seus detratores de falta de seriedade.

O emissário da ONU e da Liga Árabe, artesão das negociações que visam encontrar uma solução para a guerra na Síria – que já matou mais de 130 mil pessoas desde março de 2011 – negou a hipótese de uma das delegações deixar as negociações mais cedo.  As duas partes se acusam mutuamente de atravancar as negociações – patrocinadas pelos Estados Unidos, aliados da oposição, e pela Rússia, pilar do regime de Damasco – adiadas inúmeras vezes.

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