Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 25/01/2014
  • 14:40
  • Atualização: 14:44

Opositores serão considerados extremistas pela polícia ucraniana

Governo pediu para manifestantes abandonarem praça e prédios públicos de Kiev

Opositores serão considerados extremistas pela polícia ucraniana | Foto: Genya Salivov / AFP / CP

Opositores serão considerados extremistas pela polícia ucraniana | Foto: Genya Salivov / AFP / CP

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  • AFP e Agência Brasila

O governo ucraniano afirmou neste sábado que os manifestantes opositores devem abandonar a praça da Independência e os prédios públicos de Kiev sob a pena de serem considerados "grupos extremistas", o que implicará o uso da força contra eles. "Abandonem os radicais. Ninguém vai impedir uma manifestação pacífica", declarou o ministro do Interior, Vitaliy Zajarshenko.

"Vão para qualquer outro lugar, um lugar seguro", acrescentou. "Quem ficar na Praça da Independência e em prédios públicos ocupados serão considerados grupos extremistas. Em caso de perigo, teremos a obrigação de fazer uso da força", alertou.

Apesar do discurso mais forte, o presidente ucraniano, Viktor Ianoukovitch, deve receber ainda hoje os líderes da oposição para novas negociações na sequência da tensão em Kiev. A agenda foi divulgada pela Presidência da República.

O antigo campeão de boxe e um dos principais líderes da oposição Vitali Klitschko, o líder de um dos partidos contrários ao governo, Arseni Iatsneniouk, e o nacionalista Oleg Tiagnybok são esperados para o encontro. A expectativa do governo da Ucrânia é encontrar uma solução para a crise iniciada há mais de dois meses.

O impasse se agravou esta semana, com confrontos entre a polícia e manifestantes. A crise na Ucrânia começou com a recusa do presidente Viktor Ianukovich de assinar um tratado de associação com a União Europeia, uma decisão alegadamente tomada sob pressão da Rússia. Os manifestos e confrontos resultaram, até agora, em cinco mortes e mais de 100 detenções.