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27/01/2014 16:49 - Atualizado em 27/01/2014 17:07

EPTC se surpreende com suspensão dos ônibus metropolitanos

Presidente da autarquia disse que órgão não irá interferir na negociação do reajuste dos rodoviários

EPTC se surpreende com suspensão dos ônibus metropolitanos<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer
EPTC se surpreende com suspensão dos ônibus metropolitanos
Crédito: Mauro Schaefer
EPTC se surpreende com suspensão dos ônibus metropolitanos
Crédito: Mauro Schaefer

A decisão da Metroplan em suspender a liberação dos ônibus metropolitanos para embarcar passageiros em Porto Alegre surpreendeu o presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari. Segundo ele, o sistema de ônibus da Capital já cooperou com o transporte metropolitano em outras ocasiões. Além disso, garantiu que a autarquia não interferir na negociação do dissídio dos rodoviários.

“Ocorreu uma reavaliação do governo do Estado em relação ao que tínhamos acertado pela manhã. Isso nos surpreendeu, porque já tivemos operações conjuntas, inclusive para auxiliar o Trensurb”, comentou, em entrevista à Rádio Guaíba na tarde desta segunda-feira. Conforme o presidente, a EPTC pretende interligar as linhas da Capital com as metropolitanas.

“Nosso objetivo comum sempre foi fazer uma integração total entre os dois sistemas. Que a população tenha todo o direito de usar qualquer um dos ônibus”, acrescentou Capellari. Um dos apontados pela Metroplan é que o cartão TRI não pode ser usado nos coletivos metropolitanos, cujo sistema é o TEU. “Os dois modelos são diferentes e eles não se conversam”, admitiu o presidente da EPTC.

A negociação do dissídio dos rodoviários é um assunto apenas das empresas de ônibus, ressaltou Capellari. Segundo ele, a EPTC não vai interferir na negociação e o rejuste não deverá incidir no valor da tarifa em 2014. “As empresas têm que assumir o papel e fazer o processo de renegociação. Não é possível atrelar nenhum tipo de reajuste em cima da tarifa. Já temos hoje uma série de interferências no preço da passagem”, explicou.

Efeitos da greve

Nesta tarde, a EPTC autorizou que lotações circulem nos corredores de ônibus. Objetivo é facilitar acessibilidade dos passageiros. Os seletivos também podem levar passageiros de pé dentro dos carros. Pela manhã, os rodoviários disponibilizaram apenas 30% da frota – menos de 450 coletivos. O número foi considerado insuficiente pela EPTC. Os rodoviários descartaram mudar o percentual. Táxis e caronas foram algumas das soluções encontradas pelos porto-alegrenses ao longo da manhã.

Uso de metropolitanos havia desagradado rodoviários

Em coletiva, os presidentes da Força Sindical, Claudio Janta, e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado, Julio Gamaliel, rejeitaram completamente a proposta e ameaçaram articular uma paralisação geral nos ônibus de toda a região Metropolitana. “Estamos cumprindo a nossa parte do acordo firmado no Ministério Público do Trabalho, que é o de colocar 30% da frota na rua”, afirmou Gamaliel.

O presidente da Força Sindical ressaltou que a legislação proibe que linhas de outras cidades transportem passageiros dentro da Capital. “Se eles fizerem isso estarão rompendo com o acordo e iremos devolver na mesma moeda”, afirmou. Segundo ele, a luta da categoria é legítima. Os profissionais querem reajuste de 14%, além da atualização do valor do vale refeição e a manutenção do plano de saúde. “Estamos à espera das empresas para negociar”, enfatizou o presidente do Sindicato dos trabalhadores.



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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba







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